Traficante Mancha será transferido para prisão de segurança máxima
Decisão determina envio imediato de Douglas de Azevedo Carvalho, o Mancha, após cumprimento de prisão preventiva
atualizado
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Belo Horizonte – A Justiça de Minas Gerais determinou a transferência imediata de Douglas de Azevedo Carvalho, de 34 anos, mais conhecido como “Mancha”, para um presídio de segurança máxima em Belo Horizonte. A decisão foi tomada após a confirmação da legalidade do cumprimento do mandado de prisão preventiva contra o investigado, em audiência de custódia, realizada nesta quarta-feira (18/3).
Além da transferência, a juíza determinou o envio dos autos ao juízo responsável pela decretação da prisão, vinculado à 4ª Vara de Tóxicos, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital mineira.
A decisão também estabelece que o Departamento Penitenciário de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) adotem, com urgência, todas as providências necessárias para garantir a segurança durante o acautelamento do preso.
Entenda o caso
A Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) localizaram e prenderam, no domingo (15/3), Douglas de Azevedo Carvalho, mais conhecido como “Mancha”, apontado como uma das principais lideranças de uma facção criminosa que atua em Minas Gerais. A captura ocorreu na cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.
Ele é apontado também como fundador da facção Tropa do Douglas (TDD) ou Tropa da Doideira, grupo atuante em Belo Horizonte que se aliou ao PCC e a outras organizações criminosas na capital mineira. O foragido estava na lista de procurados do Programa Captura, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, há um ano, e tinha mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça Estadual de Minas Gerais.
No fim da manhã desta terça-feira (17/3), o jato da Polícia Federal (PF) pousou em Belo Horizonte trazendo Douglas de Azevedo Carvalho, de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em ação conjunta da PF e da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
A fuga
Em 2024, “Mancha” foi preso e logo depois foi liberado pela justiça para cumprir pena domiciliar com tornozeleira eletrônica. Mancha se aproveitou da situação e se escondeu em Escarpas do Lago, na região Central de Minas. Procurado pela polícia, ele conseguiu fugir enganando os agentes. Ele colocou a tornozeleira eletrônica em um macaco e soltou na natureza perto da represa.
Bens bloqueados
Durante a Operação Glote, comandada pela Delegacia de Operações Especiais (Deoesp) de Belo Horizonte, foram bloqueados cerca de R$ 600 milhões do traficante: 21 veículos, 24 imóveis , além de quantia em dinheiro em contas de empresas fictícias e de laranjas. Na época 17 pessoas foram presas por integrarem a organização criminosa.
Para o superintendente da Polícia Federal em Minas Gerais, Richard Murad, a prisão de um traficante com tamanha influência no meio criminoso do país, que atuava comercializando droga com varias facções, é uma vitória contra o crime organizado.
“Liderança importantíssima de uma organização criminosa que atuava no Brasil e no exterior. Foi nosso alvo em 2022 e solto por um beneficio judicial, mas agora conseguimos pegar ele”, enfatizou o delegado.
