Tarifa dos EUA ameaça setor que gera mais de 60 mil empregos em MG
Sindicato informou que contratou um escritório de advocacia nos EUA com expectativa de negociar uma exceção para a indústria de ferro gusa

Belo Horizonte – O Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer-MG) emitiu uma nota, nesta quinta-feira (25/6), alertando que uma nova taxa de importação proposta pelos Estados Unidos pode afetar a produção de ferro gusa no Brasil e, consequentemente, colocar em risco o setor que gera mais de 60 mil empregos em Minas Gerais.
O governo norte-americano propôs taxas de 25%, acrescidas de uma segunda taxa de 12,5%, podendo chegar a 37,5%. Essas tarifas serão discutidas em audiências públicas marcadas para 6 de julho, e as decisões deverão sair no dia 15 do mesmo mês.
Para tentar evitar a medida, o sindicato contratou um escritório de advocacia nos Estados Unidos e participará das audiências que vão discutir a proposta. A expectativa é negociar uma exceção para o ferro gusa brasileiro.
55% das usinas afetadas
O ferro gusa é a principal matéria-prima usada na fabricação de aço. Como os Estados Unidos compram a maior parte da produção brasileira, o sindicato afirma que a cobrança pode fazer com que cerca de 55% das usinas do país parem de funcionar.
“Minas Gerais lidera a produção nacional, com 48 usinas e 63 fornos, somando capacidade instalada de cerca de 420 mil toneladas por mês, aproximadamente 70% da produção nacional. Sete Lagoas, na região central de Minas, concentra 21 dessas unidades, reforçando a importância estratégica da cidade para o setor”, disse o sindicato.
Fausto Varela, presidente do Sindifer-MG, reforça os impactos nacionais e locais de uma possível taxação extra. ‘‘Esse cenário afeta todo o país, principalmente Minas Gerais, e deverá comprometer empregos, investimentos e a geração de divisas”, afirma.


