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Minas Gerais

SUS: Hospital Maria Amélia Lins terá centro de oftalmologia em BH

Santa Casa vai investir R$ 5,8 milhões na reforma e prevê iniciar atendimentos pelo SUS em dezembro

01/09/2026 17:10, atualizado 01/09/2026 17:15
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Hospital Maria Amélia Lins

Belo Horizonte – O antigo Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), no bairro Santa Efigênia, região Leste de Belo Horizonte, terá uma nova função na rede pública de saúde. A unidade, antes dedicada principalmente a procedimentos ortopédicos, será transformada em um centro de oftalmologia administrado pela Santa Casa BH.

A previsão é que o espaço volte a receber pacientes em dezembro. A instituição pretende concentrar no imóvel serviços que hoje funcionam em diferentes áreas do complexo da Santa Casa, incluindo consultas, atendimento de urgência e cirurgias oftalmológicas.

O projeto prevê investimento de R$ 5,8 milhões em obras e adequações.

A expectativa é acrescentar cerca de 120 cirurgias oftalmológicas e mais de 170 pequenos procedimentos à capacidade mensal da instituição.

O prédio também deverá receber o serviço de diálise peritoneal. A transferência está prevista para abril de 2027, quando a expectativa é disponibilizar 47 novas vagas para pacientes que necessitam do tratamento.

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Mudança deve liberar espaço na Santa Casa

A transferência dos atendimentos de oftalmologia para o antigo HMAL também deve abrir espaço em outras áreas da Santa Casa BH. A instituição prevê utilizar as estruturas liberadas para ampliar serviços como saúde auditiva e exames de imagem.

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Santa Casa vai investir R$ 5,8 milhões na reforma e prevê iniciar atendimentos pelo SUS em dezembro
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A cessão do imóvel à Santa Casa foi formalizada nesta terça-feira (1º)
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A cessão do imóvel à Santa Casa foi formalizada nesta terça-feira (1º)

Santa Casa/Divulgação
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A estimativa é acrescentar 40 consultas mensais na área de saúde auditiva e realizar aproximadamente 400 ultrassonografias a mais por mês. Com a expansão, a capacidade deve ultrapassar 3,6 mil exames mensais.

Também estão em avaliação novos procedimentos de otorrinolaringologia e a ampliação da oferta de implantes cocleares.

A escolha da oftalmologia para ocupar o hospital levou em consideração a demanda reprimida na rede de saúde de Belo Horizonte. Segundo o governo de Minas, a ortopedia deixou de representar um dos principais gargalos da capital, enquanto a procura por atendimento oftalmológico permanece elevada.

A cessão do imóvel à Santa Casa foi formalizada nesta terça-feira (1º9). O acordo tem duração inicial de cinco anos, com possibilidade de renovação. A instituição ficará responsável pela conservação do prédio, pelos trabalhadores e pela prestação dos serviços, que serão realizados integralmente pelo SUS.

Reforma deve durar cerca de três meses

Antes da mudança de perfil, o HMAL era utilizado para atendimentos ortopédicos de menor complexidade. A unidade passou por uma reestruturação depois que parte dos serviços foi transferida para o Hospital João XXIII.

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, a rede estadual conseguiu absorver a demanda que era atendida no Maria Amélia Lins. A produção de cirurgias ortopédicas da Fhemig, que girava em torno de 200 procedimentos mensais, passou a superar 400.

No Hospital João XXIII, a quantidade também aumentou. De acordo com o governo estadual, a unidade realizava cerca de 800 cirurgias ortopédicas por mês antes da mudança e chegou a 1.105 procedimentos em agosto.

Para o provedor da Santa Casa BH, Roberto Otto, a escolha do novo perfil do hospital considerou as necessidades atuais da população e a possibilidade de ampliar outros serviços da instituição. A proposta é aproveitar a estrutura do antigo HMAL para aumentar a oferta de atendimentos especializados pelo SUS em Belo Horizonte.

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