Sindicato aciona TCE-MG para barrar processo de privatização da Copasa

No documento enviado à Corte, o sindicato afirma que a privatização pode causar prejuízos financeiros e sociais aos municípios mineiros

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Divulgação/Copasa
Copasa
1 de 1 Copasa - Foto: Divulgação/Copasa

Belo Horizonte — O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto do Estado de Minas Gerais (Sindágua-MG) protocolou uma nova denúncia no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) para tentar barrar o processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

No documento, a entidade afirma que o modelo proposto pelo governo estadual representa uma “liquidação patrimonial” e pode causar prejuízos financeiros e sociais aos municípios mineiros.

Segundo o sindicato, o formato do leilão restringe a concorrência ao impor exigências consideradas elevadas para participação de investidores, como garantia bancária de R$ 7 bilhões e prazo de apenas 14 dias para credenciamento. Na avaliação da entidade, as regras favorecem poucas empresas interessadas e podem reduzir a competitividade do processo, com risco de perdas bilionárias aos cofres públicos.

O Sindágua-MG também argumenta que a privatização ameaça a manutenção do Fundo Municipal de Saneamento (FMS), responsável por investimentos em centenas de cidades mineiras. A entidade sustenta que, sem garantias contratuais, municípios menores e mais pobres podem ser prejudicados, principalmente aqueles que ainda aguardam ampliação de sistemas de esgoto.

Na denúncia encaminhada ao TCE-MG, o sindicato pede a suspensão imediata dos atos relacionados à privatização até que haja maior transparência no processo e definição de mecanismos para garantir a continuidade dos investimentos em saneamento.

O documento cita ainda posicionamento do presidente do TCE-MG, conselheiro Durval Ângelo, que já havia defendido cautela na condução do processo. “O Tribunal não pode permitir que, a toque de caixa, de qualquer jeito, se venda o patrimônio do povo”, afirmou o conselheiro, segundo o sindicato.

O governo de Minas defende que a desestatização da Copasa pode ampliar investimentos e melhorar a capacidade de expansão dos serviços de saneamento no estado.

Como funciona a privatização

Atualmente, a Copasa já tem capital misto — ou seja, não é totalmente pública. O governo de Minas detém 50,3% das ações, o que garante o controle da empresa, enquanto os outros 49,7% já estão nas mãos de investidores privados, com papéis negociados na bolsa.

É justamente essa fatia do estado que está sendo colocada à venda.

Apesar do avanço, o processo ainda depende de aval definitivo do TCE-MG. Entenda aqui o “enrolado” trâmite de privatização da Copasa.

O órgão já autorizou o andamento das etapas preparatórias, mas determinou que decisões finais só sejam tomadas após análise conclusiva.

A fase de credenciamento para a disputa pela privatização da Copasa terminou com apenas dois grupos habilitados a apresentar propostas pela compra de parte da fatia que o governo de Minas possui na companhia. Estão na disputa a Sabesp, em parceria com a Equatorial, e a Aegea, uma das maiores empresas privadas de saneamento do país.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?