“Sicário”: chefe da PF em MG vai a Brasília entregar inquérito ao STF
A PF concluiu que Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro, cometeu suicídio na prisão
atualizado
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Belo Horizonte – A Polícia Federal concluiu inquérito sobre a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, que ficou conhecido como “Sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro. O superintendente da corporação em Minas Gerais, Richard Murad Macedo, viajou a Brasília nesta quinta-feira (23/4), junto ao delegado que presidiu o inquérito, para entregar o resultado pessoalmente no Supremo Tribunal Federal (STF), onde correm as investigações relativas ao Banco Master.
Segundo as apurações, Mourão tentou suicídio sozinho em sua cela, na PF, em 4 de março deste ano, e teve morte cerebral constatada dois dias depois, no Hospital João XXIII, na capital mineira.
Foi descartada a possibilidade de o óbito ter sido provocado por outra pessoa, como noticiou o Metrópoles na coluna de Mirelle Pinheiro.
O “Sicário” foi preso em 4 de março, na terceira fase da Operação Compliance Zero da PF. Ele era apontado como braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro e atuava em um suposto esquema de fraudes e intimidação. No mesmo dia, segundo a PF, ele se enforcou na cela usando a camiseta que usava.
Antes de ele ser levado ao hospital, policiais e socorristas do Samu tentaram reanimá-lo.
Em decisão judicial que autorizou nova fase da Operação Compliance Zero, a PF descreve que Sicário seria responsável por coordenar ações de vigilância, levantar informações e acompanhar pessoas consideradas rivais ou críticas ao empresário.
Nas conversas analisadas pelos investigadores, Sicário aparece como o articulador das atividades da chamada “Turma”, grupo que reunia pessoas próximas ao banqueiro e integrantes com experiência na área de segurança
