CPI do Crime Organizado cobra maior investigação da morte de Sicário

Relatório aponta que as circunstâncias da morte levantam questionamentos e que trata-se de uma peça-chave da investigação envolvendo Vorcaro

atualizado

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Sicário
1 de 1 Sicário - Foto: Material cedido ao Metrópoles

O relatório da CPI do Crime Organizado diz que as circunstâncias envolvendo a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, carecem de mais investigações. Segundo o texto, entregue nesta terça-feira (14/4), ele recebia R$ 1 milhão por mês de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e seria uma peça-chave da investigação.

Luiz Phillipi morreu em 6 de março. A Polícia Federal relatou que ele tentou suicídio na Superintendência Regional da PF depois de ser preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraude no Master. Após dois dias internado, foi declarado morto.

“As circunstâncias da morte de Sicário precisam ser efetiva e completamente esclarecidas. Trata-se de um investigado-chave — o principal operador do núcleo de intimidação da organização, detentor de informações sensíveis sobre a estrutura criminosa”, diz trecho do relatório.

De acordo com o texto, a morte de um custodiado nessas condições “levanta questionamentos graves sobre a integridade dos procedimentos de custódia”.

“Apesar da nossa plena confiança na Polícia Federal, não se pode descartar sem o escrutínio público que o episódio se insira no padrão verificado em organizações criminosas de alta complexidade, em que a eliminação de elos que possam colaborar com a justiça é estratégia recorrente para a proteção dos escalões superiores”, diz.

Sicário é apontado como um dos contratados da “milícia pessoal” do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, também preso na força-tarefa. A investigação aponta que ele exercia papel central na coordenação operacional de um grupo denominado “A Turma”.
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Entre os ministros no alvo do relatório, estão Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
De acordo com relatório, conduta incompatível do ministro Gilmar Mendes teria comprometido apurações da CPI.
A comissão aponta ainda que Moraes atuou em processos que não deveria e atuou para restringir o alcance das apurações da CPI.
Dias Toffoli, por outro lado, é citado pelos julgamentos em situação de suspeição e do vínculo com investigados pela Corte.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também é alvo do pedido de indiciamento acusado de omissão e falha no cumprimento de suas atribuições institucionais.
Ministro Alexandre de Moraes é um dos indiciados pela CPI do Crime Organizado
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Ministro Alexandre de Moraes é um dos indiciados pela CPI do Crime Organizado

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFot
Entre os ministros no alvo do relatório, estão Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
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Entre os ministros no alvo do relatório, estão Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Rosinei Coutinho/STF
De acordo com relatório, conduta incompatível do ministro Gilmar Mendes teria comprometido apurações da CPI.
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De acordo com relatório, conduta incompatível do ministro Gilmar Mendes teria comprometido apurações da CPI.

Reprodução / Redes sociais
A comissão aponta ainda que Moraes atuou em processos que não deveria e atuou para restringir o alcance das apurações da CPI.
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A comissão aponta ainda que Moraes atuou em processos que não deveria e atuou para restringir o alcance das apurações da CPI.

Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
Dias Toffoli, por outro lado, é citado pelos julgamentos em situação de suspeição e do vínculo com investigados pela Corte.
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Dias Toffoli, por outro lado, é citado pelos julgamentos em situação de suspeição e do vínculo com investigados pela Corte.

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também é alvo do pedido de indiciamento acusado de omissão e falha no cumprimento de suas atribuições institucionais.
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também é alvo do pedido de indiciamento acusado de omissão e falha no cumprimento de suas atribuições institucionais.

STF

Eles atuavam na coleta de informações, monitoramento e intimidação de pessoas consideradas adversárias, como autoridades, ex-funcionários e jornalistas. 

O homem recebia cerca de R$ 1 milhão por mês como contraprestação pelos serviços ilícitos. Ele tinha uma extensa ficha criminal, com passagens por furto qualificado, ameaças e crimes de trânsito. Também já tinha sido investigado por estelionato e associação criminosa.

Indiciamentos

O texto, que está previsto para ser votado na tarde desta terça, pede o indiciamento dos ministros do STF Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

O senador Alessandro Vieira também aponta crime de omissão do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet.

No relatório, o parlamentar afirma que a CPI foi alvo de “flagrante limitação de recursos”, agravada pelas “enormes barreiras políticas e institucionais levantadas na medida em que as informações sobre fatos relacionados a figuras imponentes da República” começaram a ser investigadas.

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