Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Minas Gerais

Servidores da educação de Belo Horizonte anunciam greve

Durante a manifestação os trabalhadores da Educação gritavam: "É greve, é greve, é greve! Até que o Damião pague o que nos deve"

Elanilza Carneiro27/04/2026 14:26, atualizado 27/04/2026 14:56
Compartilhar notícia
Reprodução / Redes Sociais
Passeata professores greve

Belo Horizonte – Os servidores da educação da capital mineira decidiram fazer greve. A partir desta terça-feira (28/4), as escolas não terão aula, segundo o sindicato da categoria. Em assembleia, nesta segunda-feira (27/4), os trabalhadores votaram por combater o que chamaram de “apagão da educação”.

Após a decisão pela greve, os servidores caminharam até a porta da Prefeitura de BH e durante o trajeto foram abordando pessoas pelos caminho, anunciando a greve e as dificuldades que estão enfrentando na educação.

“Não podemos aceitar o desmonte promovido pela gestão do prefeito Álvaro Damião e da secretária Natália Araújo. Nossa Campanha Salarial de 2026 exige respeito!”, diz trecho de nota do Sind-Rede/BH, nas redes sociais.

Reclamações da categoria

  • Sobrecarga de trabalho
  • Turmas sem professores
  • Improvisos que comprometem o funcionamento das escolas
  • Precarização do turno integral na educação infantil, substituindo professores por contratações via Organização da Sociedade Civil (OSC)
  • Pela valorização dos profissionais
  • Aplicação da Lei do Piso Salarial
  • Pela qualidade da educação pública

 

View this post on Instagram

 

A post shared by Sind-REDE/BH (@sindredebh)

De acordo com o Sind-Rede/BH, a paralisação envolve todas essas questões. “A qualidade da educação pública e o atendimento digno aos nossos estudantes e crianças estão em risco”, diz o sindicato.

Durante a manifestação os trabalhadores da Educação gritavam: “É greve, é greve, é greve, é greve, até que o Damião pague aquilo que nos deve”, em referência ao prefeito da cidade.

Prefeitura diz que mesmo com acordo os servidores resolveram fazer greve

A Secretaria Municipal de Educação (SMED) esclarece que há um acordo vigente entre as partes desde o ano passado, estabelecendo compromissos com efeitos até este ano. Entre os compromissos firmados, segundo a  SMED, está a garantia de recomposição salarial pela inflação em 2026.  De acordo com a nota da prefeitura, “a greve se inicia, portanto, mesmo havendo um acordo”.

Os trabalhadores alegam que a PBH não tem se manifestado a respeito, mas a Secretaria afirma que desde o início deste ano, a administração municipal vem se reunindo com representantes sindicais, acolhendo e analisando propostas relacionadas às pautas específicas da categoria.

Medidas implementadas pela PBH

  • Instituição de data-base para reajuste salarial
  • Criação de duas novas progressões por escolaridade, com ganho de até 10,25% na carreira
  • Concessão de ajuda de custo para alimentação no valor de R$ 412,50 mensais para professores com jornada diária de 4,5 horas
  • Aumento superior a 58% no vale-refeição para jornadas de 40 horas ou dobra, ficando em R$ 60 por dia
  • Reajuste superior a 30% para bibliotecários plenos e de 7,6% para assistentes administrativos educacionais
  • Criação de benefício cultural para aposentados
  • Garantia de reajuste de 2,40% em janeiro de 2026, conforme legislação vigente
  • Compromisso de recomposição da inflação na data-base de maio de 2026

Além disso, a PBH afirma que mais de 3,1 mil professores foram nomeados por meio dos editais SMED 1/2021 e 03/2023, entre os anos de 2024 e 2026. O concurso regido pelo Edital 3/2023 foi prorrogado, e o órgão estuda a realização de novo concurso público para a área da Educação.

“A SMED respeita o direito à livre manifestação e reafirma o compromisso com a valorização dos servidores e o diálogo permanente com a categoria”, diz trecho da nota.