Servidores da educação de BH decidem na segunda (27/4) sobre greve
A categoria reclama porque a PBH insiste em apresentar uma proposta apenas na segunda quinzena de maio
atualizado
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Belo Horizonte – Servidores da rede municipal de educação da capital mineira farão uma assembleia com indicativo de greve, na próxima segunda-feira (27/4). A assembleia será no Dayrell Hotel, que fica no Centro de BH, à partir das 9h.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH), a continuidade da mobilização foi decidida na assembleia do último dia 16 de abril, “diante do agravamento das condições de trabalho nas escolas e da ausência efetiva de negociação por parte da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH)“.
A categoria denuncia que, apesar das negociações salariais serem no mês de abril, a PBH só irá apresentar uma proposta na segunda quinzena de maio.
O Sind-REDE/BH alega que não recebeu nenhuma proposta formalmente da prefeitura, mas que tomou conhecimento pela imprensa e por um e-mail enviado aos professores pela Secretaria Municipal de Educação (SMED) que este ano a única proposta será a correção da inflação de maio de 2025 a abril de 2026, aproximadamente 3,5%.
Segundo representantes do sindicato, o valor é muito abaixo das perdas e do reajuste do Piso Salarial Nacional do Magistério (PSNM).
Outros problemas na educação municipal
Os problemas enfrentados nas escolas vão muito além da questão salarial, segundo representantes do Sind-Rede/BH.
“As escolas apresentam quadro incompleto de professores, assistentes administrativos educacionais e bibliotecários, apesar da existência de concursos vigentes. A nomeação recente de cerca de 400 professores é insuficiente para suprir a demanda”, diz trecho da nota enviada pelo sindicato.
Outro ponto crítico é a redução significativa das verbas destinadas à manutenção das escolas. As direções informam sobre cortes entre 25% e 50% nos recursos, comprometendo desde o funcionamento básico, além da redução nos kits escolares.
Há também problemas na educação infantil, por causa da possibilidade de um turno ter atividades ministradas por monitores terceirizados ou estagiários. Segundo os sindicalistas, seria um processo de “desvalorização e substituição da função docente”.
Privatização do atendimento educacional especializado, também, está sendo questionada pela categoria. “A Secretaria de educação (SMED) iniciou a transição do serviço, antes realizado por trabalhadores contratados via MGS, para 21 organizações da sociedade civil (OSCs)”.
Além disso, os representantes afirmam que há desorganização na troca de empresas terceirizadas que prestam serviços de cantina e portaria.
“A paralisação é resultado de um conjunto de problemas estruturais e da falta de diálogo com a administração municipal. A assembleia da próxima segunda-feira deverá deliberar sobre os rumos do movimento e possíveis encaminhamentos da greve”, diz nota.
