Rejeição e jogo de tiro: entenda motivação da chacina em padaria em MG

De acordo com a polícia, suspeito tem “baixa tolerância à rejeição”; investigação apontou relação do crime com jogos violentos

atualizado

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1 de 1 chacina-em-padaria-em-bh - Foto: Reprodução/Redes sociais

Belo Horizonte – A linha de investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em relação à chacina ocorrida em uma padaria em Ribeirão das Neves (MG), que deixou três mulheres mortas, aponta para intolerância à rejeição e excesso de jogos eletrônicos.

De acordo com os investigadores, Magno Ribeiro da Silva, de 30 anos, permaneceu em silêncio sobre a motivação do crime, porém a análise de perfil indicou que ele tem baixa tolerância à rejeição e comportamento muito fechado.

Segundo a polícia, antes da chacina, ele era uma pessoa que passava grande parte do dia em jogos de tiros pelo celular e, apesar disso não ter sido apontado como causa direta, os investigadores entenderam que a forma de execução do crime lembra os movimentos comuns nesse tipo de jogo.

Rejeição

No dia seguinte ao ataque na padaria, cerca de 15 horas após o primeiro crime, o suspeito também atirou contra dois funcionários de uma oficina mecânica, mas não houve feridos. Nesse caso, Magno Silva teria ficado frustrado após ser informado de que não havia curso de pintura automotiva no local.

Já no caso da padaria, há indícios de que ele tentou se aproximar de uma funcionária e foi rejeitado. O suspeito já tinha histórico de perseguição a outra mulher anos antes, com ameaças e tentativas de agressão.

As investigações apontaram similaridades em ambos os crimes e isso foi confirmado por meio de imagens da região, as quais mostram as características da motocicleta, o modo de agir e os objetos encontrados na casa do suspeito, como touca ninja, bag de serviços de entrega e a arma que se encaixava nos dois crimes.

Vítima que sobreviveu não foi poupada

De acordo com a PCMG, uma quarta vítima da padaria, uma mulher de 19 anos que sobreviveu, não foi poupada: “Ao que tudo indica, ele não poupou. A arma de fogo, ou por ausência de munição ou por falha mecânica, não disparou”, revela o delegado Marcus Rios.

Durante as buscas, os investigadores também descobriram que ele havia comprado equipamentos táticos, como colete e placa balística, além de ter escrito uma carta de despedida para a mãe, sugerindo que poderia estar se preparando para um possível confronto com a polícia.

Na época do crime, um adolescente chegou a ser apreendido, mas, após a investigação da PCMG, foi constatado que ele não teve qualquer participação no crime.

Quem são as vítimas:

Três mulheres foram as vítimas dessa chacina na padaria em Ribeirão das Neves: Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos; Emanuelly Geovanna Rodrigues Seabra, de 14 anos; e Ione Ferreira Costa, de 56. O crime ocorreu no dia 4 de fevereiro de 2026.

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