Primo que acusa desembargador de abuso: “Expus a família tradicional”

Em fevereiro, Saulo Láuar acusou o desembargador Magid Láuar de tentativa de abuso sexual; outras vítimas também procuraram as autoridades

atualizado

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1 de 1 metadinha-2x-1777890637827 - Foto: Reprodução/Redes sociais

Belo Horizonte – O ator Saulo Láuar, primo do desembargador Magid Nauef Láuar, voltou a se manifestar sobre o caso envolvendo denúncias de abuso sexual contra o magistrado. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que, após tornar pública a acusação, “só perdeu” em diferentes aspectos da vida pessoal ao expor “a família tradicional”.

Sem citar diretamente o desembargador, na gravação Saulo descreve impactos emocionais e sociais após a repercussão do caso. “Nessa história eu só perdi. Perdi amigos que me admiravam. Perdi familiares, que me vilanizaram porque, segundo eles, eu expus a família tradicional e prestigiada”, disse.

No desabafo, o ator também relata consequências psicológicas. “Perdi noites de sono, experimentando toda sorte de sentimentos e buscando respostas para perguntas que não tinham resposta”, afirmou. Em outro trecho, diz ter passado por mudanças: “Eu perdi o medo do mundo, das pessoas, do destino, de viver”.

Apesar das perdas relatadas, a legenda do vídeo termina com uma mensagem de motivação e coragem. “Esteja preparado para perder tudo e ganhar a sua própria vida”, conclui.

Veja o vídeo do desabafo:

 

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Entenda o caso

A fala ocorre meses após Saulo denunciar que teria sido vítima de tentativa de abuso sexual por parte do desembargador quando tinha 14 anos. Segundo ele, o ato não se consumou porque conseguiu fugir. Além dele, ao menos outras cinco pessoas procuraram as autoridades alegando o mesmo crime.

As denúncias vieram a público após um voto de Magid Lauar em um julgamento no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), no qual o magistrado se posicionou pela absolvição de um homem de 35 anos acusado de manter relações sexuais com uma criança de 12 anos.

Na ocasião, Saulo afirmou que decidiu tornar o caso público por não conseguir se omitir. “Em razão da minha experiência pessoal, senti que não poderia me calar”, disse em publicação anterior. Ele também declarou que a exposição teve como objetivo contribuir para a proteção de crianças e adolescentes.

Investigações em andamento

As acusações motivaram a abertura de investigações tanto no próprio TJMG quanto no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que afastou o megistrado. Até o momento, no entanto, não há decisão definitiva sobre o caso.

Em manifestações anteriores, Saulo afirmou estar em paz com a decisão de denunciar. “Essa história não é só mais minha”, disse, ao agradecer o apoio de pessoas que relataram experiências semelhantes.

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