Polícia prende 26 por esquema de agiotagem e ameaças em MG

Grupo fazia empréstimos a juros abusivos e ameaçava os devedores; eles teriam movimentado cerca de R$6,6 milhões

atualizado

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Polícia Civil MG/Divulgação
Material apreendido em Montes Claros
1 de 1 Material apreendido em Montes Claros - Foto: Polícia Civil MG/Divulgação

Belo Horizonte – Com o indiciamento de 12 investigados pelo crime de usura, 11 por lavagem de capitais e três por evasão de divisas, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta quarta-feira (29/4), o inquérito que apurou a atuação de um grupo criminoso suspeito de praticar empréstimos ilegais com cobrança de juros abusivos. Os integrantes do grupo ainda utilizavam de  ameaças e violência física para cobrar os “clientes” em Montes Claros e outras cidades do Norte do estado.

As investigações, iniciadas em 2024, apontaram que os suspeitos tinham como alvo, principalmente, pequenos comerciantes e trabalhadores informais, oferecendo valores sem burocracia, com cobrança de juros que chegavam a 20% no prazo de 20 dias, com pagamentos diários. Em caso de atraso, as vítimas passavam a sofrer intimidações, constrangimentos e, em alguns casos, agressões físicas.

Segundo apurado, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e liderança definida. Os cobradores se deslocavam, em regra, em motocicletas e utilizavam cartões de visita para divulgar os empréstimos. A investigação também identificou controle sistemático das dívidas por meio de cadernos de anotações, carimbos e registros eletrônicos.

Início das apurações

A investigação teve como marco a operação Huracán, deflagrada em 6 de agosto de 2024, quando foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Montes Claros. Na ocasião, foram arrecadados aproximadamente R$ 80 mil em dinheiro, além de moedas estrangeiras, documentos, cadernos com anotações de cobrança, cartões de divulgação dos empréstimos e diversos aparelhos celulares.

A análise de dados extraídos dos celulares revelou milhares de comprovantes de transferências, além de registros detalhados de cobranças diárias com aplicação de juros considerados abusivos.

O grupo teria movimentado cerca de R$ 6,6 milhões no período investigado. Há, ainda, indícios de ocultação e dissimulação da origem dos valores, bem como suspeita de envio de recursos ao exterior sem a devida declaração.

Por fim, os levantamentos evidenciaram indícios de cobranças realizadas mediante grave ameaça e violência, inclusive com registros de disparos de arma de fogo contra residências de vítimas inadimplentes.

“Os elementos reunidos demonstram de forma consistente a materialidade dos delitos e evidenciam indícios suficientes de autoria, o que fundamenta o indiciamento realizado”, disse o delegado Cézar Salgueiro ao informar que o inquérito já foi encaminhado à Justiça para as providências cabíveis.

Alerta

A Polícia Civil orienta que vítimas de empréstimos ilegais e cobranças abusivas procurem imediatamente uma unidade policial para registro de ocorrência. A denúncia é fundamental para o enfrentamento desse tipo de prática criminosa.

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