Dupla ligada ao PCC é condenada a mais de 100 anos por agiotagem

Justiça condenou 11 réus por organização criminosa, agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro. Empresários tinham ligação com o PCC

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A Justiça paulista condenou 11 réus pelos crimes de organização criminosa, agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro praticados em São José dos Campos e Jacareí, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. O grupo tinha ligação com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e algumas sentenças ultrapassam 100 anos de prisão.

De acordo com a denúncia, o esquema era liderado pelos empresários Kleber Nunes Faria de Sousa, conhecido como Klebinho, e Nestor Favian Hernandez Perez, conhecido como Fabianinho. A dupla usava empresas de fachada e pessoas “laranjas” para ocultar movimentações financeiras que chegaram a aproximadamente R$ 500 milhões, entre 2013 e 2024, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Em uma conversa interceptada pelos investigadores, Kleber se identifica como “primo” da facção criminosa. A figura do “primo” no PCC é descrita como alguém “não plenamente comprometido com a hierarquia formal e disciplinar da facção, mas que se beneficia substancialmente dela”, aponta a denúncia.

Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), Kleber emprestava dinheiro e cobrava juros extorsivos e comissões sobre dívidas, com taxas de 8 a 10% ao mês, acima do permitido por lei. Ele também fazia graves ameaças contra diversas vítimas – a uma delas, Kleber disse que “a marreta ia começar a rolar pela cidade”.

Ainda conforme a denúncia, Nestor atuava como colíder e sócio de Kleber. Os promotores afirmaram no processo que ele simulava empréstimos e ocultava patrimônio por meio de familiares, principalmente a irmã e o cunhado.

Além dos dois, foram condenados Emerson Escobar Lino, Reginaldo Salvador dos Reis, Bruno Feitosa do Nascimento, Edilberto Robson Ribeiro, Patrícia Rosana Hernandez Ribeiro, Nicole de Paiva Reis, Jackson Fonseca Ribeiro, David da Rocha de Almeida e Wenceslau Monteiro Neto.


Veja a sentença dos condenados:

  • Kleber Nunes Faria de Sousa: 115 anos, 2 meses e 5 dias de reclusão, e 2 anos e 8 meses de detenção, além de 454 dias-multa;
  • Nestor Favian Hernandez Perez: 105 anos, 2 meses e 5 dias de reclusão, e 2 anos e 8 meses de detenção, além de 414 dias-multa;
  • Emerson Escobar Lino: 35 anos e 13 dias de reclusão, e 1 ano e 4 meses de detenção, além de 142 dias-multa;
  • Reginaldo Salvador dos Reis: 28 anos e 4 meses de reclusão, e 1 ano e 4 meses de detenção, além de 108 dias-multa;
  • Bruno Feitosa do Nascimento: 14 anos e 2 meses de reclusão, além de 46 dias-multa;
  • Edilberto Robson Ribeiro: 14 anos e 2 meses de reclusão, além de 46 dias-multa;
  • Patrícia Rosana Hernandez Ribeiro: 14 anos e 2 meses de reclusão, além de 46 dias-multa;
  • Nicole de Paiva Reis: 14 anos e 2 meses de reclusão, além de 46 dias-multa;
  • Jackson Fonseca Ribeiro: 9 anos e 4 meses de reclusão, e 1 ano, 6 meses e 20 dias de detenção, além de 60 dias-multa;
  • David da Rocha de Almeida: 8 anos de reclusão, e 1 ano e 4 meses de detenção, além de 52 dias-multa;
  • Wenceslau Monteiro Neto: 8 anos de reclusão, e 1 ano e 4 meses de detenção, além de 52 dias-multa.

 

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