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Minas Gerais

PM morta pelo marido será velada e sepultada nesta quarta (22/7) em BH

Michele Leão Azevedo, de 41 anos, será sepultada no Cemitério da Paz; sargento preso em flagrante é investigado por feminicídio

21/07/2026 21:01
redes sociais
capitã Michele Leão

Belo Horizonte – O corpo da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Michele Leão Azevedo, de 41 anos, será velado e sepultado nesta quarta-feira (22/7), em Belo Horizonte. A despedida acontece dois dias após a oficial dar entrada já sem vida no Hospital Odilon Behrens.

De acordo com informações divulgadas por colegas da corporação, o velório será realizado das 9h às 15h, na Capela da Funerária São Cristóvão, localizada na Rua Cecildes Moreira de Faria, nº 135, no bairro Nova Gameleira. O sepultamento está marcado para as 16h, no Cemitério da Paz, na Região Noroeste da capital.

O principal suspeito do crime é o marido da vítima, o 3º sargento da PMMG Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, preso em flagrante por feminicídio. Ele permanece detido em unidade prisional militar enquanto o caso é investigado pela Polícia Civil.

O que aconteceu

Michele foi levada pelo próprio marido ao Hospital Odilon Behrens na noite de segunda-feira (20/7), mas já chegou sem os sinais vitais. Segundo a equipe médica, a morte teria ocorrido entre quatro e seis horas antes da entrada na unidade de saúde.

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A capitã apresentava diversas lesões pelo corpo, incluindo traumatismo craniano, um ferimento grave no rosto e marcas compatíveis com chicotadas, conforme consta no boletim de ocorrência.

Durante coletiva de imprensa, a Polícia Civil informou que a gravidade e a quantidade das lesões foram determinantes para a prisão em flagrante do militar por feminicídio.

A versão do sargento

Em depoimento, Eduardo Abner afirmou que o casal realizou uma confraternização na residência na noite anterior ao crime e que, após a saída dos convidados, ambos consumiram bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy.

Segundo o militar, os dois mantiveram relações sexuais consensuais envolvendo práticas de dominação e agressões físicas. Ele alegou ainda que Michele teria caído da escada da casa, sofrido um ferimento na cabeça e recusado atendimento médico. Conforme sua versão, ela foi encontrada desacordada horas depois, quando decidiu levá-la ao hospital.

A Polícia Civil, no entanto, investiga a dinâmica dos fatos e aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer a causa da morte.

Relacionamento abusivo e investigação

Durante as investigações, a mãe da capitã relatou à Polícia Civil que a filha vivia um relacionamento abusivo e era constantemente humilhada pelo marido. Segundo ela, Michele tentava colocar fim ao casamento, mas o sargento não aceitava a separação.

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Sargento leva companheira desacordada
Sargento leva companheira, capitã da PM, desacordada
3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, da PMMG
A capitã chegou morta ao hospital
Capitã da Polícia Militar de MG Michele Leão Azevedo
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Capitã da Polícia Militar de MG Michele Leão Azevedo

PMMG/Reprodução
Sargento leva companheira desacordada
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Sargento leva companheira desacordada

Câmera de segurança/reprodução
Sargento leva companheira, capitã da PM, desacordada
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Sargento leva companheira, capitã da PM, desacordada

Câmera de segurança/reprodução
3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, da PMMG
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3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, da PMMG

Reprodução/redes sociais
A capitã chegou morta ao hospital
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A capitã chegou morta ao hospital

Reprodução/PMMG

Outro fato que chamou a atenção da polícia ocorreu no hospital. Enquanto acompanhava a ocorrência, um policial militar flagrou Eduardo descartando uma caixa com 18 comprimidos de ecstasy em uma lixeira do banheiro da unidade. A droga foi apreendida, e ele também passou a responder por tráfico de drogas.

A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias da morte da capitã Michele Leão Azevedo.