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Minas Gerais

Saiba quem era a capitã Michele, da PMMG, morta em Belo Horizonte

Michele construiu uma trajetória de sucesso na corporação, com vários cursos na área de defesa e segurança pública

PMMG/Reprodução
Capitã da Polícia Militar de MG Michele Leão Azevedo

Belo Horizonte – A capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Michele Leão Azevedo, de 41 anos, que segundo investigação ainda preliminar pode ter sido vítima do companheiro, o 3º Sargento da PMMG, Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, construiu uma trajetória de sucesso na corporação, com vários cursos na área de defesa e segurança pública.

Michele, que chegou morta ao hospital levada pelo marido na noite de segunda (20/7), estudou nos colégios militares de BH e do Rio de Janeiro, antes de se formar em bacharel em Ciências Militares pela PMMG, em 2010.

Ela concluiu o curso de formação complementar de Multiplicado de Direitos Humanos, oferecido pela PMMG. Também fez especialização em docência do Ensino Superior pelo Instituto Federal do Sul de Minas (IFSULDEMINAS). O tema de trabalho de conclusão de curso dela foi: A importância do estudo da jurisprudência dos Tribunais Superiores na PMMG.

Michele tinha um filho de um relacionamento anterior.

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Sobre o caso

O marido de Michele, o sargento Eduardo Abner, foi preso preventivamente após levar a capitã, já sem vida, para atendimento no Hospital Odilon Behrens.

Segundo o boletim de ocorrência, Eduardo afirmou que, na véspera, o casal promoveu uma festa em casa com amigos. De acordo com o relato dele, ambos consumiram grande quantidade de bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy.

Ainda segundo sua versão, depois que os convidados foram embora, por volta das 5h, ele e Michele mantiveram relações sexuais consensuais envolvendo práticas de dominação e espancamento.

Conforme o registro policial, Eduardo disse que, por volta das 12h, Michele caiu da escada da residência, sofreu um corte profundo na cabeça e lesões na boca e passou a reclamar de tontura. Ele afirmou que prestou os primeiros socorros, deu banho na vítima, conteve o sangramento e a colocou para descansar.

Ainda de acordo com sua versão, Michele recusou atendimento médico porque estaria constrangida após o consumo de drogas. Os dois teriam dormido por volta das 15h e, somente às 21h, ele percebeu que ela não respondia aos estímulos.

Durante a entrevista com policiais militares, Eduardo pediu para ir ao banheiro e descartou uma caixa com 18 comprimidos de ecstasy na lixeira.

Investigação

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) afirmou, nesta terça-feira (21/7), que a presença de uma “lesão aparente muito contundente na face” da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Michele Leão Azevedo, de 41 anos, foi um dos elementos que embasaram a prisão em flagrante do sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37, por feminicídio.

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Sargento leva companheira desacordada
Sargento leva companheira capitã da PM desacordada
3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, da PMMG
A capitã chegou morta ao hospital
Capitã da Polícia Militar de MG Michele Leão Azevedo
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Capitã da Polícia Militar de MG Michele Leão Azevedo

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Sargento leva companheira desacordada
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Sargento leva companheira desacordada

Câmera de segurança/reprodução
Sargento leva companheira capitã da PM desacordada
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Câmera de segurança/reprodução
3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, da PMMG
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3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, da PMMG

Reprodução/redes sociais
A capitã chegou morta ao hospital
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A capitã chegou morta ao hospital

Reprodução/PMMG

A Defesa

O advogado Gustavo Nepomuceno, que representa o sargento suspeito pela morte da esposa, acompanha o cliente nos procedimentos após a prisão. “A defesa confia no devido processo legal, na imparcialidade das investigações e reafirma que se manifestará oportunamente nos autos, preservando o direito de defesa e o sigilo necessário ao bom andamento do procedimento”, diz ainda a nota.