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Minas Gerais

Mãe de capitã da PMMG morta diz que marido sargento humilhava filha

A capitã da Polícia Militar Michelle Leão Azevedo estava morta quando foi levada ao hospital pelo marido, que foi preso em BH

21/07/2026 10:16, atualizado 21/07/2026 10:48
Reprodução/Redes sociais
Capitã da Polícia Militar de MG Michele Leão Azevedo

Belo Horizonte – Em depoimento à Polícia Civil de Minas após a morte da filha, a mãe da capitã da PM Michelle Leão Azevedo disse que a oficial era “constantemente humilhada” pelo marido, o 3º sargento da PM Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, que foi preso.

A capitã Michelle (imagem em destaque) foi levada pelo sargento ao Hospital Odilon Behrens, em BH, na noite de segunda (20/7). Ela já estava morta há pelo menos quatro horas de acordo com a avaliação dos médicos que a atenderam.

No depoimento após o crime, a mãe da vítima disse que considerava o relacionamento da filha abusivo e que ela tentava terminar, mas o homem não aceitava. Ela narrou um episódio em que ele ficou na frente da casa da família da mãe após uma briga do casal.

A mãe relatou que o sargento exercia controle sobre a filha dela e a manipulava emocionalmente. Disse também que tinha um encontro marcado com a filha na segunda, mas que ela primeiro a atendeu falando baixo e dizendo que não poderia ir, depois, deixou de atender ou responder mensagens.

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Sargento leva companheira desacordada
Sargento leva companheira capitã da PM desacordada
3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, da PMMG
A capitã chegou morta ao hospital
Capitã da Polícia Militar de MG Michele Leão Azevedo
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Capitã da Polícia Militar de MG Michele Leão Azevedo

PMMG/Reprodução
Sargento leva companheira desacordada
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Sargento leva companheira desacordada

Câmera de segurança/reprodução
Sargento leva companheira capitã da PM desacordada
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Sargento leva companheira capitã da PM desacordada

Câmera de segurança/reprodução
3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, da PMMG
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3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, da PMMG

Reprodução/redes sociais
A capitã chegou morta ao hospital
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A capitã chegou morta ao hospital

Reprodução/PMMG

Lesões e sexo com espancamento

A capitã Michele Leão Azevedo tinha diversas lesões pelo corpo quando foi levada morta pelo marido ao Hospital Odilon Behrens, na capital mineira, na noite de segunda. Além de traumatismo craniano, ela tinha pelo corpo lesões compatíveis com chicotadas, diz o Boletim de Ocorrência.

O sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, que foi preso, contou aos policiais que o casal fez uma festa em casa no domingo (19/7) e que, após a saída dos convidados, os dois teriam usado a droga sintética ecstasy e feito sexo consensual.

Ainda segundo ele, o casal tinha a prática de fazer sexo consensual com espancamento, o que explicaria as lesões dela. Diz também que os dois filmaram a prática. Depois, porém, ela teria caído da escada, segundo o marido, mas não queria ir para o hospital pois teria que explicar para a PM o uso de drogas.

Ele disse ainda que o casal foi dormir após ele estancar o sangramento, mas que estava sem resposta quando ele acordou. E ai sim ele teria levado a esposa ao hospital, onde a morte dela foi constatada e ele foi preso.

O que diz a defesa do sargento

O advogado Gustavo Nepomuceno, que representa o sargento suspeito pela morte da esposa, acompanha o cliente nos procedimentos após a prisão.

“Neste momento, é imprescindível que se aguarde a conclusão das investigações e dos laudos periciais, evitando-se qualquer julgamento precipitado. O caso ainda está em fase inicial de apuração, e todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas pelas autoridades competentes”, disse ele.

“A defesa confia no devido processo legal, na imparcialidade das investigações e reafirma que se manifestará oportunamente nos autos, preservando o direito de defesa e o sigilo necessário ao bom andamento do procedimento”, diz ainda a nota.