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Eleições 2026Minas Gerais

PL barra candidatura de pastora que agrediu entregador em MG.

Pastora Renata Vieira iria concorrer a deputada estadual em Minas Gerais pelo PL; ela se diz vítima de violência política

24/07/2026 20:10, atualizado 24/07/2026 20:51
Redes Sociais / Reprodução
Pastora Renata Vieira brigando com entregador de móveis

Belo Horizonte – O PL de Minas não vai registrar candidatura a deputada da pastora Renata Vieira, que foi filmada dando tapas em um entregador de móveis em Contagem, na região metropolitana da capital mineira, e segurando-o pelo pescoço. Ela se disse vítima de violência política e vem afirmando que o entregador teria iniciado a violência.

“Em razão dos fatos noticiados envolvendo a senhora Renata Kelly Vieira Rocha, o partido acatou a orientação de registrar apenas uma chapa para a disputa eleitoral, sem a inclusão da referida filiada“, informou o partido, em nota divulgada nesta sexta-feira (24/7).


O que se sabe até agora

  • A briga ocorreu na quinta-feira (16/7), em Contagem, na Grande BH.
  • Vídeos mostram Renata Vieira dando tapas no entregador, jogando uma pedra no trabalhador e entrando em luta corporal com ele.
  • A pastora afirma que foi agredida primeiro e que apenas reagiu.
  • Pessoas ligadas ao entregador dizem que a discussão começou durante a entrega de um sofá.
  • Renata mostrou hematomas, passou por atendimento médico e fez exame de corpo de delito.
  • No último sábado (18/7), ela admitiu que errou, mas disse que apenas revidou agressões.
  • A motivação política alegada pela pastora ainda não foi confirmada.
  • A Polícia Civil investiga o caso e deve analisar imagens da ocorrência.

“O PL Minas reafirma que não compactua com qualquer forma de agressão, violência ou conduta incompatível com os princípios do respeito, da civilidade e da responsabilidade que devem nortear a atuação de todos os seus filiados”, segue a nota do partido.

Ainda segundo o PL, barrar a candidatura a deputada estadual é decisão de natureza política, “adotada diante da gravidade do episódio, e que não configura punição disciplinar”.

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Quando a confusão com o entregador ganhou publicidade, Renata alegou que o entregador a reconheceu como pré-candidata do PL, passou a fazer ofensas de cunho político e, depois, a agrediu fisicamente. Ela também disse que foi vítima de “armação” por parte dos vizinhos e classificou o episódio como “uma astuta cilada de Satanás”.

PL investiga

Paralelamente, o Conselho de Ética do partido dará prosseguimento ao processo instaurado para apurar a eventual prática de infração disciplinar por parte da filiada, assegurando-lhe o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, nos termos do Estatuto do Partido.

“Concluída a apuração, o Conselho de Ética deliberará sobre o caso, podendo, se entender cabível, aplicar as sanções previstas nas normas partidárias, que incluem advertência, suspensão ou exclusão dos quadros do partido”, diz ainda a nota.

A pastora foi procurada pelo Metrópoles para comentar a decisão do partido, mas não atendeu. O espaço está aberto.