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Minas Gerais

Pastora diz que agrediu entregador ao ser xingada: "Rata do Bolsonaro"

B.O detalha versão da pastora e pré-candidata do PL, que afirma ter reagido após ofensas políticas e agressões durante entrega de móveis

24/07/2026 10:53
Redes Sociais / Reprodução
Pastora Renata Vieira brigando com entregador de móveis

Belo Horizonte — A pastora e pré-candidata a deputada estadual pelo PL Renata Vieira divulgou nesta sexta-feira (24/7) trechos do boletim de ocorrência registrado por ela após a confusão com um entregador de móveis, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No documento, a religiosa afirma que deu um tapa no trabalhador depois de ser chamada de “rata do Bolsonaro”, “vagabunda de partido” e “defensora de genocida”.

Segundo o relato registrado na Polícia Militar, o episódio começou durante a entrega de móveis no condomínio onde mora. Renata afirma que o homem chegou sozinho para descarregar a mercadoria e demonstrou irritação ao perceber que alguns móveis não cabiam no elevador.

Ela diz que, ao sugerir que outra pessoa ajudasse na entrega, a postura do trabalhador mudou completamente. Ainda conforme o boletim, o entregador teria reconhecido Renata como pré-candidata do Partido Liberal e iniciado uma série de ofensas relacionadas às posições políticas dela, mencionando, inclusive, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Você é uma piranha do PL”, “rata do Bolsonaro”, “vagabunda de partido” e “defensora de genocida”, teria dito o homem, segundo a versão apresentada pela pastora à polícia.

Renata afirma que, após as ofensas, deu um tapa no rosto do entregador. Em seguida, recebeu chutes nas pernas e foi ameaçada de morte. Ela ainda alega que o entregador é um policial rodoviário federal, mas a corporação não confirmou a informação.

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O que se sabe até agora

  • A briga ocorreu na quinta-feira (16/7), em Contagem, na Grande BH;
  • Vídeos mostram Renata Vieira dando tapas no entregador, jogando uma pedra no trabalhador e entrando em luta corporal com ele;
  • A pré-candidata afirma que foi agredida primeiro e que apenas reagiu;
  • Pessoas ligadas ao entregador dizem que a discussão começou durante a entrega de um sofá;
  • Renata mostrou hematomas, passou por atendimento médico e fez exame de corpo de delito;
  • No último sábado (18/7), ela admitiu que errou, mas disse que apenas revidou agressões;
  • A motivação política alegada pela pastora ainda não foi confirmada.
  • A Polícia Civil investiga o caso e deve analisar imagens da ocorrência.

Versões divergem

Pessoas ligadas ao entregador, que não quiseram se identificar, apresentam versão diferente. Segundo elas, o trabalhador estava sozinho para descarregar um sofá de cinco lugares e informou que retornaria com outro funcionário para concluir a entrega em segurança.

Ainda conforme essa versão, Renata não aceitou esperar, e a discussão começou por causa da entrega do móvel. Até o momento, o entregador não concedeu entrevista pública sobre o caso.

Polícia investiga

A confusão ocorreu na última quinta-feira (16/7) e ganhou repercussão após vídeos mostrarem a pastora dando tapas, arremessando uma pedra e entrando em luta corporal com o entregador.

Dias depois, Renata admitiu que errou ao agredir o trabalhador, mas afirmou que apenas revidou agressões físicas sofridas anteriormente.

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou procedimento para apurar o caso. Até o momento, a suposta motivação política alegada pela pastora não foi confirmada pela investigação nem pelas imagens divulgadas.