Pastora diz que agressão a entregador foi "astuta cilada de Satanás".
Pastora e pré-candidata do PL afirma que foi alvo de uma armação envolvendo vizinhos do condomínio; episódio ocorreu na última quinta (16/7)
Belo Horizonte – A pastora e pré-candidata a deputada estadual pelo PL Renata Vieira voltou a se manifestar sobre a confusão com um entregador de móveis em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em uma sequência de vídeos publicados nas redes sociais nessa quarta-feira (22/7), ela afirmou que está reunindo provas para sustentar a versão de que foi vítima de uma “armação” por parte dos vizinhos e classificou o episódio como “uma astuta cilada de Satanás”.
A declaração foi feita após o caso ganhar repercussão nacional, com as imagens — onde ela aparece dando tapas e jogando pedra no entregador — viralizando nas redes sociais. Em vídeos divulgados anteriormente, ela admitiu ter errado ao reagir, mas afirmou que também foi agredida. A Polícia Civil investiga o episódio.
Nas novas publicações, a pastora afirmou que seu “coração está mais leve”: “Hoje nós estamos indo finalizar, no Ministério Público, algumas coisas que a gente tem que finalizar, inclusive entrar com todas as ações de crime e ameaças cibernéticas. São muitos e muitos [crimes] que foram cometidos contra mim e a minha família”, disse.
O que se sabe até agora
- A briga ocorreu na quinta-feira (16/7), em Contagem, na Grande BH;
- Vídeos mostram Renata Vieira dando tapas, jogando uma pedra e entrando em luta corporal com o entregador;
- A pré-candidata afirma que foi agredida primeiro e que apenas reagiu;
- Pessoas ligadas ao entregador dizem que a discussão começou durante a entrega de um sofá;
- Renata mostrou hematomas, passou por atendimento médico e fez exame de corpo de delito;
- Nesse sábado (18/7), ela admitiu que errou, mas disse que apenas revidou agressões;
- A motivação política alegada pela pastora ainda não foi confirmada.
- A Polícia Civil investiga o caso e deve analisar imagens da ocorrência.
Pastora fala em falso entregador
Em outro trecho, ela afirmou que o homem envolvido na confusão não seria o entregador originalmente escalado para fazer a entrega dos móveis, mas sim um policial rodoviário federal. “Não era um trabalhadorzinho normal, entregador de móveis, era um policial federal que, literalmente, foi trocado com o verdadeiro entregador”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA pré-candidata voltou a relacionar o caso às posições políticas que afirma defender e disse acreditar que a situação foi motivada por manifestações feitas por ela dentro do condomínio onde mora.
Motivação política
Quando a confusão ganhou os holofotes, Renata alegou que o entregador a reconheceu como pré-candidata do PL, passou a fazer ofensas de cunho político e, depois, a agrediu fisicamente.

Ela afirma que recebeu chutes, socos e beliscões e que tentou impedir que o trabalhador levasse de volta os móveis que seriam entregues em sua residência. No entanto, diz que as agressões ocorreram em um lugar onde as câmeras de segurança não alcançavam.
Depois, a pré-candidata alegou que errou ao agredir o entregador, mas disse que estava apenas reagindo a agressões que sofreu. “Eu sei que eu errei porque eu poderia não ter revidado o ‘bicudo’ que ele me deu, com um tapa. Eu poderia não ter pegado ele pela blusa e não ter entrado em luta combativa com ele. Eu fiz tudo errado”, afirmou.
Em nota, a Polícia Civil de Minas informou que ouviu a pastora e o entregador e instaurou procedimento para apurar os fatos.
A reportagem entrou em contato com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e aguarda posicionamento.
O que diz o entregador?
Pessoas ligadas ao entregador, que não quiseram se identificar, apresentam uma versão diferente. Segundo elas, o trabalhador estava sozinho para descarregar um sofá de cinco lugares e informou que retornaria com outro funcionário para concluir a entrega em segurança.
Ainda conforme essa versão, Renata não aceitou esperar e a discussão começou por causa da entrega do móvel. Até o momento, o entregador não concedeu entrevista pública sobre o caso.
Polícia investiga caso
A principal alegação da pré-candidata é que o entregador iniciou a discussão após descobrir sua ligação com o PL e fazer ofensas por motivos políticos. Até o momento, porém, essa motivação não foi confirmada pelas autoridades e nem por imagens.
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a ocorrência para esclarecer como a confusão começou e qual foi a participação de cada um dos envolvidos.
As imagens divulgadas até agora mostram apenas parte do episódio, e novas gravações poderão ser analisadas durante a investigação.



