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Minas Gerais

O que se sabe sobre caso da pastora que partiu para cima de entregador.

Confusão envolvendo a pré-candidata do PL Renata Vieira e um entregador de móveis viralizou nas redes; versões divergem e polícia investiga

19/07/2026 19:58, atualizado 19/07/2026 20:23
Reprodução/Redes sociais
O que se sabe sobre caso da pastora que partiu para cima de entregador

Belo Horizonte – A briga entre a pastora e pré-candidata a deputada estadual pelo PL Renata Vieira e um entregador de móveis, registrada na última quinta-feira (16/7), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ganhou repercussão nacional após vídeos da confusão viralizarem nas redes sociais.

As imagens mostram Renata dando tapas no rosto do entregador, arremessando uma pedra contra ele e entrando em luta corporal. Desde então, a pré-candidata apresentou diferentes vídeos e pronunciamentos, afirmou ter sido vítima de agressões e admitiu que errou ao reagir. O caso é investigado pela Polícia Civil.


O que se sabe até agora

  • A briga ocorreu na quinta-feira (16/7), em Contagem, na Grande BH;
  • Vídeos mostram Renata Vieira dando tapas, jogando uma pedra e entrando em luta corporal com o entregador;
  • A pré-candidata afirma que foi agredida primeiro e que apenas reagiu;
  • Pessoas ligadas ao entregador dizem que a discussão começou durante a entrega de um sofá;
  • Renata mostrou hematomas, passou por atendimento médico e fez exame de corpo de delito;
  • Neste sábado (18/7), ela admitiu que errou, mas disse que apenas revidou agressões;
  • A motivação política alegada pela pastora ainda não foi confirmada;
  • A Polícia Civil investiga o caso e deve analisar imagens da ocorrência.

O que mostram os vídeos?

As gravações feitas por testemunhas mostram a parte mais intensa da discussão. Nas imagens, Renata desfere dois tapas no entregador, joga uma pedra contra ele e tenta derrubá-lo ao segurá-lo pela camisa.

Em um dos vídeos, antes das agressões, ela afirma que o homem estaria descontando nela as próprias frustrações por trabalhar como entregador e reclama da postura dele durante a entrega.

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As imagens divulgadas até o momento não mostram como a discussão começou.

O que diz Renata Vieira?

Desde a repercussão do caso, a pastora publicou diversos vídeos nas redes sociais apresentando sua versão. Segundo ela, o entregador a reconheceu como pré-candidata do Partido Liberal (PL), passou a fazer ofensas de cunho político e, depois, a agrediu fisicamente.

Ela afirma que recebeu chutes, socos e beliscões e que tentou impedir que o trabalhador levasse de volta os móveis que seriam entregues em sua residência. As imagens desse suposto momento, no entanto, não foram apresentadas por ela.

Após a divulgação dos vídeos, Renata mostrou hematomas nas mãos, braços e pernas, informou que passou por atendimento médico, realizou exames, recebeu medicação para dor e fez exame de corpo de delito.

A pré-candidata também afirma que sua defesa tenta obter imagens das câmeras internas do prédio, que, segundo ela, mostrariam as agressões sofridas antes dos vídeos que viralizaram.

O que diz o entregador?

Pessoas ligadas ao entregador, que não quiseram se identificar, apresentam uma versão diferente. Segundo elas, o trabalhador estava sozinho para descarregar um sofá de cinco lugares e informou que retornaria com outro funcionário para concluir a entrega em segurança.

Ainda conforme essa versão, Renata não aceitou esperar e a discussão começou por causa da entrega do móvel.

Até o momento, o entregador não concedeu entrevista pública sobre o caso.

A pastora alegou que errou

Nesse sábado (18/7), a pré-candidata alegou que errou ao agredir o entregador, mas disse que estava apenas reagindo a agressões que sofreu.

“Eu sei que eu errei porque eu poderia não ter revidado o ‘bicudo’ que ele me deu, com um tapa. Eu poderia não ter pegado ele pela blusa e não ter entrado em luta combativa com ele. Eu fiz tudo errado”, afirmou.

Renata também disse sofrer de transtorno de estresse pós-traumático em razão de episódios de violência doméstica vividos no passado e afirmou que a situação fez com que revivesse esse trauma.

Polícia investiga caso

A principal alegação da pré-candidata é que o entregador iniciou a discussão após descobrir sua ligação com o PL e fazer ofensas por motivos políticos. Até o momento, porém, essa motivação não foi confirmada pelas autoridades e nem por imagens.

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a ocorrência para esclarecer como a confusão começou e qual foi a participação de cada um dos envolvidos.

As imagens divulgadas até agora mostram apenas parte do episódio, e novas gravações poderão ser analisadas durante a investigação.