“Pau Comeu”: facção impõe regras em BH, mas PM diz que atua na região. Veja vídeo
Comunicado que fala em “clima de guerra intensa” na área conhecida como “Pau Comeu”, em BH, assusta moradores e motoristas da região
atualizado
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Belo Horizonte — Um comunicado que circula nas redes sociais tem causado preocupação entre moradores e motoristas de aplicativo no Aglomerado da Serra, na região centro-sul de Belo Horizonte. A mensagem, atribuída a uma facção criminosa, impõe uma série de regras de circulação na área conhecida como “Pau Comeu”.
Publicado em uma página ligada à comunidade, o texto orienta motoristas de Uber e outros aplicativos a trafegarem com os vidros abaixados, luz interna acesa e faróis baixos ao acessar o local. A mensagem ainda faz ameaças diretas a veículos considerados “lacrados”, ou seja, com os vidros fechados.
“Quando chegar no morro, por favor, abaixar os vidros, deixar a luz interna ligada e abaixar os faróis. Se vier com carro lacrado vai entrar na bala”, diz um trecho do comunicado.
O texto também descreve um suposto cenário de violência contínua. “Clima aqui é de guerra intensa, sem intenção de cessar, sem previsão pra acabar”, afirma outro trecho.
A circulação do comunicado acendeu um alerta e gerou medo em motoristas de aplicativo e moradores da região.
PM diz que atua na região
A Polícia Militar de Minas Gerais afirmou que o conteúdo do comunicado não procede e pode ter como objetivo desestabilizar a comunidade.
Segundo o coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação Organizacional da corporação, não há qualquer determinação oficial envolvendo motoristas de aplicativo.
“A Polícia Militar está com operação ininterrupta no Aglomerado da Serra, em todas as vilas. Esse tipo de informação é apenas no intuito de desestabilizar a própria comunidade”, afirmou.
Operação no “Pau Comeu”
O capitão Thiago, do 22º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, gravou um vídeo no aglomerado do “Pau Comeu”, após as informações circularem nas redes sociais, e afirmou que a corporação realiza atividades de supervisão operacional na área.
Na gravação, o militar pede para que as pessoas liguem para o 190 em caso de receber qualquer ameaça.
“Qualquer tipo de coação, denunciem. Esse aparato servirá para proteger o cidadão de bem”, falou.
