Nikolas se manifesta sobre escala 6×1 e é criticado: “Trabalha 3×4”
Nikolas Ferreira (PL-MG) foi criticado nas redes sociais após dizer que o fim da escala 6×1 não vai resolver o problema da população
atualizado
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Belo Horizonte — O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) virou alvo de críticas nas redes sociais após publicar vídeo sobre a discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 no Brasil. Internautas acusaram o parlamentar de ignorar a realidade dos trabalhadores e ironizaram a rotina de deputados, citando suposta jornada “3×4” no Congresso.
A manifestação ocorre em meio à tramitação da PEC na Câmara dos Deputados. A comissão especial que analisa o texto discute, nesta quarta-feira (27/5), o parecer do relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA). A proposta prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas e o fim da escala 6×1, garantindo dois dias de descanso remunerado por semana.
No vídeo publicado nas redes sociais, Nikolas afirmou que nunca disse ser contra o fim da escala, mas criticou o que chamou de “discussão populista” sobre o tema e afirmou que a medida não vai resolver o problema dos brasileiros.
A verdade sobre o fim da escala 6×1. pic.twitter.com/JhOOnnOWqf
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) May 27, 2026
“A esquerda pega pessoas fragilizadas, sensíveis, que não têm tempo para família, estão tristes, e fala que agora vai solucionar a vida delas”, criticou. O deputado também afirmou que o problema do trabalhador brasileiro vai além da jornada de trabalho e citou segurança pública, impostos e gastos do Estado.
Críticas nas redes
As falas repercutiram negativamente nas redes sociais. Entre os comentários, usuários criticaram os privilégios da classe política e compararam a rotina parlamentar à realidade dos trabalhadores submetidos à escala 6×1.
“Por que sua escala é 3×4 e ganha salário de R$ 46 mil?”, questionou um internauta.
“Deve ser maravilhoso falar assim quando você ganha muito bem, trabalha 3×4 e tem vários privilégios”, comentou outro.
Houve ainda quem acusasse o deputado e aliados de priorizarem outras pautas no Congresso, como a PEC da Anistia. “Vocês passaram quatro anos discutindo anistia e agora dizem que querem melhorar a vida do trabalhador?”, rebateu outro comentário.
A PEC do fim da escala 6×1 ainda precisa ser aprovada na comissão especial antes de seguir para votação em dois turnos no plenário da Câmara. Para avançar ao Senado, o texto depende do apoio de ao menos 308 deputados.





