Sindicatos patronais pedem a Alcolumbre que 6×1 tenha discussão maior

Presidente do Senado recebeu empresários que criticaram Motta e Lula

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Pedro Contijo/Presidência do Senado
sindicatos patronais se reúnem com Alcolumbre
1 de 1 sindicatos patronais se reúnem com Alcolumbre - Foto: Pedro Contijo/Presidência do Senado

Representantes do setores produtivos pediram ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), durante uma reunião nesta terça-feira (26/5), que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 tenha uma tramitação mais demorada do que na Câmara.

O pedido do encontro se deu por representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Também participarão a líder do PP na Casa, Tereza Cristina (MS) e o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).

O presidente da Fiesp, Paulo Skaff, disse que “faltou diálogo” com os sidicatos patronais na Câmara e voltou a criticar o relator da proposta, Leo Prates (Republicanos-BA), que disse “não conhecer a realidade do Brasil”. Ele já havia dito o mesmo sobe o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Os representantes disseram que acreditam que no Senado, haverá uma discussão mais “longa, calma e equilibrada” e voltaram a criticar a incidência da votação no ano eleitoral de 2026. Também fizeram duras críticas ao formado de emenda constitucional, qe disseram “engessar” modelos de trabalho.

“Na Câmara dos Deputados faltou o diálogo. A celeridade e a forma açodada com que foi tratado esse projeto, que foi apresentado pelo relator, não foram ouvidos setores. Teve uma audiência pública sem um deputado presente, tinha só o presidente. É assim que se trata de uma proposta de impacto nacional?”, disse Skaff.

Alcolumbre e o fim da 6×1

O presidente do Senado tem evitado tratar do assunto antes de chegar ao Senado. Ao se tratar de uma proposta prioritária para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), integrantes do governo e da Câmara passarem a se movimentar para garantir a tramitação da proposta. A relação entre o petista e Alcolumbre está estremecida desde 2025.

Deputados aliados de Motta têm levantado preocupações sobre o futuro da PEC no Senado justamente por causa da má relação entre o chefe do Legislativo e o Poder Executivo. O receio é que esse estremecimento possa favorecer pontos pró-empresas e mudar o teor da proposta, que deverá ser votada na comissão especial nesta quarta-feira (27/5) e depois no plenário.

Mais cedo, Motta disse que tentará ser o intermediador para que Lula e Alcolumbre retomem a relação e disse que “questões pessoais” não podem influenciar a tramitação de matérias.

“Apesar de qualquer problema que possa ter acontecido, o presidente Davi tem na sua formação o estilo colaborativo. Não podemos levar para o pessoal ou para a relação aquilo que é importante ser votado pelo bem da sociedade”, disse, em entrevista à CNN.

Como mostrado pelo Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, Alcolumbre disse a integrantes da oposição que pode incluir na proposta a possibilidade de o salário ser calculado por horas trabalhadas, em um modelo semelhante ao que acontece nos Estados Unidos.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações