Sindicatos patronais pedem a Alcolumbre que 6×1 tenha discussão maior
Presidente do Senado recebeu empresários que criticaram Motta e Lula
atualizado
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Representantes do setores produtivos pediram ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), durante uma reunião nesta terça-feira (26/5), que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 tenha uma tramitação mais demorada do que na Câmara.
O pedido do encontro se deu por representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Também participarão a líder do PP na Casa, Tereza Cristina (MS) e o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).
O presidente da Fiesp, Paulo Skaff, disse que “faltou diálogo” com os sidicatos patronais na Câmara e voltou a criticar o relator da proposta, Leo Prates (Republicanos-BA), que disse “não conhecer a realidade do Brasil”. Ele já havia dito o mesmo sobe o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Os representantes disseram que acreditam que no Senado, haverá uma discussão mais “longa, calma e equilibrada” e voltaram a criticar a incidência da votação no ano eleitoral de 2026. Também fizeram duras críticas ao formado de emenda constitucional, qe disseram “engessar” modelos de trabalho.
“Na Câmara dos Deputados faltou o diálogo. A celeridade e a forma açodada com que foi tratado esse projeto, que foi apresentado pelo relator, não foram ouvidos setores. Teve uma audiência pública sem um deputado presente, tinha só o presidente. É assim que se trata de uma proposta de impacto nacional?”, disse Skaff.
Alcolumbre e o fim da 6×1
O presidente do Senado tem evitado tratar do assunto antes de chegar ao Senado. Ao se tratar de uma proposta prioritária para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), integrantes do governo e da Câmara passarem a se movimentar para garantir a tramitação da proposta. A relação entre o petista e Alcolumbre está estremecida desde 2025.
Deputados aliados de Motta têm levantado preocupações sobre o futuro da PEC no Senado justamente por causa da má relação entre o chefe do Legislativo e o Poder Executivo. O receio é que esse estremecimento possa favorecer pontos pró-empresas e mudar o teor da proposta, que deverá ser votada na comissão especial nesta quarta-feira (27/5) e depois no plenário.
Mais cedo, Motta disse que tentará ser o intermediador para que Lula e Alcolumbre retomem a relação e disse que “questões pessoais” não podem influenciar a tramitação de matérias.
“Apesar de qualquer problema que possa ter acontecido, o presidente Davi tem na sua formação o estilo colaborativo. Não podemos levar para o pessoal ou para a relação aquilo que é importante ser votado pelo bem da sociedade”, disse, em entrevista à CNN.
Como mostrado pelo Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, Alcolumbre disse a integrantes da oposição que pode incluir na proposta a possibilidade de o salário ser calculado por horas trabalhadas, em um modelo semelhante ao que acontece nos Estados Unidos.