MG: operação Cerco Fechado registra mais de mil prisões em um mês
Ação integrada do Governo de Minas apreendeu 11,8 toneladas de drogas e reforçou o combate às facções em oito cidades.

Belo Horizonte – A Operação Cerco Fechado, estratégia do Governo de Minas para combater organizações criminosas, completou um mês de atuação com mais de mil prisões e quase 12 toneladas de drogas apreendidas. O balanço foi apresentado na quarta-feira (1º/7), no Palácio da Liberdade, pelo governador Mateus Simões (PSD).
Iniciada em 1º de junho, a operação reúne ações de inteligência, repressão qualificada e ocupação estratégica em áreas consideradas prioritárias para o enfrentamento ao crime organizado. Segundo o governo, a iniciativa não tem prazo para ser encerrada.
No primeiro mês de atuação, foram registradas 1.085 prisões, média de 36 por dia. As equipes também cumpriram 407 mandados de prisão, conduziram 1.307 pessoas às delegacias e apreenderam 100 adolescentes.

As ações resultaram ainda na retirada de circulação de 11.823 quilos de drogas, além da apreensão de 131 armas de fogo, 2.415 munições e 95 armas brancas e simulacros.
De acordo com o governador Mateus Simões, a operação já atingiu as principais organizações criminosas que atuam no estado.
“Uma operação desse tamanho, passando por mais de 30 comunidades em oito cidades, não teve nenhum policial ferido. Isso é motivo de comemoração. A operação não tem data para terminar. Tanto o PCC quanto o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro foram afetados por essa ação até aqui”, afirmou.
Operações na capital e no interior
Entre as ações realizadas nesta quarta-feira (1º/7), a Operação Cerco Fechado cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão nos aglomerados Cabana do Pai Tomás e Ventosa, em Belo Horizonte. Os alvos são investigados por envolvimento com o tráfico de drogas e pela chamada “governança criminal”, prática utilizada por facções para exercer controle sobre determinados territórios.

A operação mobilizou 307 agentes das forças de segurança, sendo 103 policiais militares, 190 policiais civis e 14 policiais penais, além de 73 viaturas, um helicóptero e dois cães farejadores.
Durante a ação, duas pessoas foram presas e foram apreendidas porções de cocaína, crack e maconha.
Desde o início da operação, as ações ocorrem simultaneamente em Belo Horizonte, Juiz de Fora, Uberaba, Uberlândia, Manhuaçu, Teófilo Otoni, Araguari e Montes Claros. O foco é o cumprimento de mandados judiciais, captura de foragidos, combate ao tráfico de drogas e armas, fiscalização de rotas utilizadas por organizações criminosas e ocupação de áreas com maior incidência de criminalidade.
Além das ações nas ruas, unidades prisionais também passaram por revistas coordenadas pela Polícia Penal para impedir a atuação de organizações criminosas dentro do sistema prisional.
Governo amplia presença nas comunidades
Além do enfrentamento ao crime, a Operação Cerco Fechado prevê ações voltadas à prevenção da violência e ao fortalecimento da presença do poder público nas comunidades atendidas.
Após a etapa de ocupação policial, os territórios passam a receber programas desenvolvidos pela Subsecretaria de Prevenção à Criminalidade e pela Subsecretaria de Políticas sobre Drogas, com foco em ações sociais e preventivas.

O Governo de Minas também levou edições da Praça de Serviços às comunidades Morro das Pedras, Cabana do Pai Tomás, Vila Cemig e Pedreira Prado Lopes, em Belo Horizonte. A iniciativa oferece serviços públicos gratuitos e busca ampliar o acesso da população às políticas públicas, fortalecendo a cidadania nas regiões atendidas.


