Megaoperação mira facções e cumpre 73 mandados em MG; 38 foram presos. Veja vídeo
Operação mobiliza força-tarefa em diversas cidades mineiras; governo a classifica como a maior operação da história contra facções em MG
atualizado
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Belo Horizonte — Uma megaoperação das forças de segurança foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (1º/6) em Belo Horizonte e em diversas regiões de Minas Gerais. Batizada de Operação Cerco Fechado, a ação tem como alvo o tráfico de drogas e facções criminosas e já resultou na prisão de 38 pessoas e na apreensão de quatro adolescentes.
No total, foram cumpridos 73 mandados judiciais em diferentes regiões do estado, sendo 46 na capital e 27 no interior, entre prisão e busca e apreensão. As equipes também apreenderam nove armas de fogo e cerca de R$ 27 mil em dinheiro. É importante ressaltar que os valores podem ser ainda maiores, já que a operação ainda está em andamento.
Segundo o governo de Minas, essa é a maior operação já realizada no estado para combater organizações criminosas e garantir a presença permanente das forças de segurança em áreas com atuação estruturada de facções.
Ao todo, mais de 2 mil agentes foram convocados para atuar na força-tarefa. A operação conta com a atuação da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).

As ações, que começaram pela manhã, foram realizadas simultaneamente em 26 territórios de seis municípios mineiros: Belo Horizonte, Juiz de Fora, Uberaba, Uberlândia, Manhuaçu e Teófilo Otoni.
O governador Mateus Simões (PSD) afirmou que a operação tem como objetivo enfraquecer financeiramente e operacionalmente as organizações criminosas que atuam em Minas. Além disso, ele informou que a força-tarefa vai continuar ao longo dos dias.
“Cada uma das cidades vai ser protegida, para que a gente possa andar na rua. Jamais vamos admitir o domínio de território como acontece em outros estados. Aqui, o crime não tem vez”, falou Simões.