Simões faz aceno a Flávio e diz que PCC e CV não são “questão social”
Governador mineiro defendeu “tolerância zero” contra facções e agradeceu a Flávio por articulação junto ao governo dos EUA
atualizado
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Belo Horizonte — O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), agradeceu ao senador Flávio Bolsonaro (PL) após os Estados Unidos anunciarem que irão classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. Para o mineiro, as facções “não são uma questão social”.
Em publicação nas redes sociais, o governador afirmou que a decisão do governo norte-americano apenas reconhece uma realidade já conhecida pelas forças de segurança. “Os EUA reconheceram o óbvio: PCC e CV são organizações terroristas, não ‘questão social’”, escreveu.
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Simões também falou sobre a política de segurança pública adotada em Minas Gerais e defendeu uma atuação firme contra o crime organizado. “Em Minas a gente já trata o crime organizado como precisa ser: polícia na rua e investimento pesado”, afirmou.
Aceno a Flávio
Na mesma publicação, o pré-candidato ao governo de Minas agradeceu diretamente ao senador Flávio Bolsonaro, que nesta semana esteve na Casa Branca e afirmou ter solicitado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que PCC e Comando Vermelho fossem enquadrados como organizações terroristas.
“Meu agradecimento ao senador Flávio, por ter construído esse caminho com os americanos: tolerância zero com facções”, escreveu o governador.
O anúncio dos Estados Unidos ocorreu nessa quinta-feira (28/5). Segundo o Departamento de Estado norte-americano, a classificação das duas maiores facções criminosas do Brasil como organizações terroristas estrangeiras entrará em vigor em 5 de junho e faz parte da estratégia do governo Trump de ampliar o combate ao crime organizado internacional.