Médico é suspeito de cobrar por internações em hospital público de MG

Investigação do MPMG aponta cobranças indevidas a pacientes do SUS e apura denúncias sobre médico “fantasma” na Zona da Mata

atualizado

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Foto colorida do interior de um hospital e uma maca - Getty Images
1 de 1 Foto colorida do interior de um hospital e uma maca - Getty Images - Foto: Getty Images

Um médico é suspeito de cobrar pagamentos indevidos de pacientes e familiares para viabilizar internações e atendimentos que deveriam ser gratuitos no hospital público de Cataguases, na Zona da Mata, em Minas Gerais.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, nessa quinta-feira (26/3), a operação “Assepsia” para investigar possíveis crimes na área da saúde pública do município.

Uma das frentes da apuração mira um médico vinculado ao hospital do município e credenciado ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o MPMG, há indícios de que as cobranças ocorreram de forma reiterada, inclusive em situações de urgência no pronto-socorro.

A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela 1ª Promotoria de Justiça de Cataguases, com apoio da Polícia Civil. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão para coleta de documentos, celulares e outros materiais que possam auxiliar nas investigações.

Médico “fantasma” também é alvo

Além das suspeitas de cobrança irregular, outra investigação apura um possível caso de “médico fantasma”.

O profissional é investigado por manter vínculos simultâneos com os municípios de Cataguases, Astolfo Dutra e Rodeiro, recebendo remuneração sem cumprir integralmente a carga horária. As apurações apontam incompatibilidade de horários e possível inserção de informações falsas em registros de frequência.

Investigação segue sob sigilo

O Ministério Público informou que as investigações buscam identificar outros envolvidos e dimensionar eventuais prejuízos aos cofres públicos. Os nomes dos envolvidos não foram informados, e o caso segue sob sigilo.

Em nota, o órgão afirmou que atua para coibir práticas que comprometam a gratuidade e o acesso da população aos serviços do SUS, além de responsabilizar os envolvidos.

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