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Eleições 2026Minas Gerais

Maurício do Vôlei lidera resistência do PL a aliança com Marcelo Aro

Grupo de parlamentares do PL mineiro afirma que, mesmo que partido feche aliança com Aro, não estarão no palanque com ele

05/08/2026 02:00
Reprodução/Redes sociais
Maurício do Vôlei lidera resistência do PL a aliança com Marcelo Aro

Belo Horizonte – A possibilidade de apoio ao ex-secretário de governo Marcelo Aro (PP) ao governo de Minas Gerais não está sendo bem vista dentro de algumas alas do Partido Liberal (PL), que afirmaram que, caso o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) não dispute mesmo o cargo, vão apoiar a reeleição do governador Mateus Simões (PSD).

O deputado federal Maurício do Vôlei (PL-MG) é um que vem se posicionando abertamente contrário ao apoio ao ex-secretário. O político afirmou que, caso a decisão da legenda seja que o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) esteja no mesmo palanque que Aro, ele não estará.


Crise de Cleitinho dividiu a direita em Minas

  • Cleitinho era o nome de convergência. Líder das pesquisas, reunia apoio do Republicanos e do PL;
  • Após sucessivos adiamentos e recuos, a direção nacional do Republicanos decidiu não lançar Cleitinho, apesar das tentativas dele de recuperar a candidatura;
  • Marcelo Aro passou a ser considerado pelas cúpulas do PL, do Republicanos e da União Progressista como candidato ao governo e palanque de Flávio Bolsonaro em Minas;
  • Simões voltou ao jogo: o governador, que perdeu Aro de sua chapa, tenta atrair integrantes do PL contrários à nova aliança e faz acenos a Cleitinho;
  • PL ficou dividido: enquanto a direção negocia apoiar Aro, Maurício do Vôlei e outros parlamentares ameaçam ficar fora do palanque;
  • Direita corre risco de fragmentação: sem um acordo, Aro e Simões podem disputar o mesmo eleitorado, enquanto Cleitinho ainda tenta reverter o veto do Republicanos.

“Sou contra a candidatura do Marcelo Aro. Não interessa se foi decidido ele ser palanque do Flávio Bolsonaro no estado de Minas. Eu não concordo e vou fazer aquilo que eu acho certo”, afirmou Maurício.

A posição também encontra ecos em outros integrantes do partido que preferiram não se expor. O rompimento com o governador Mateus Simões (PSD) e um entendimento que Aro teve uma atuação decisiva para retirar Cleitinho da disputa fizeram com que alguns vejam com resistência esse apoio.

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Jair Bolsonaro e Maurício Souza
Senado Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG)
Mateus Simões, governador de Minas
Marcelo Aro (PP)
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Marcelo Aro (PP)

Willian Dias/ALMG
Jair Bolsonaro e Maurício Souza
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Jair Bolsonaro e Maurício Souza

Reprodução/Instagram
Senado Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG)
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Senado Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG)

Waldemir Barreto/Agência Senado
Mateus Simões, governador de Minas
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Mateus Simões, governador de Minas

Karoline Barreto / Imprensa MG

Clima de desconfiança

Um dos filiados ao PL afirmou que gosta de Marcelo Aro e reconhece a contribuição dele para o bolsonarismo em Minas, mas afirma que a situação envolvendo Simões e Cleitinho o deixa um pouco alarmado.

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Maurício é mais vocal e afirma que a atitude que o ex-secretário teve com o governador e com Romeu Zema (Novo) foi uma “facada nas costas”.

“Não acho certo o cara ficar durante oito anos dentro de um governo que deu toda a estrutura pra ele sair candidato a senador da República, mesmo ele tendo uma porcentagem de 6%, depois vir trair esses mesmos caras que deram oportunidade dele trabalhar, que é o caso do Mateus Simões e do Romeu Zema e vir com facada nas costas dos dois”, reclamou.

Aro deixou a chapa de Simões após o partido filiar e lançar a reeleição o senador Carlos Viana (PSD). O entendimento, segundo pessoas próximas, foi que Viana disputava eleitorado com ele, o que dificultaria uma possível eleição ao Legislativo.

Desde então, ele passou a articular uma aliança com as direções nacionais do PL, Republicanos e da federação União Brasil-PP para concorrer ao Palácio Tiradentes, caso Cleitinho Azevedo não disputasse o cargo.

Ao ser questionado, na noite dessa segunda-feira (3/8) em evento do União Progressista, sobre as acusações de traição, o ex-secretário afirmou que vai explicar tudo o que aconteceu no momento certo.