
Maurício do Vôlei lidera resistência do PL a aliança com Marcelo Aro
Grupo de parlamentares do PL mineiro afirma que, mesmo que partido feche aliança com Aro, não estarão no palanque com ele

Belo Horizonte – A possibilidade de apoio ao ex-secretário de governo Marcelo Aro (PP) ao governo de Minas Gerais não está sendo bem vista dentro de algumas alas do Partido Liberal (PL), que afirmaram que, caso o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) não dispute mesmo o cargo, vão apoiar a reeleição do governador Mateus Simões (PSD).
O deputado federal Maurício do Vôlei (PL-MG) é um que vem se posicionando abertamente contrário ao apoio ao ex-secretário. O político afirmou que, caso a decisão da legenda seja que o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) esteja no mesmo palanque que Aro, ele não estará.
Crise de Cleitinho dividiu a direita em Minas
- Cleitinho era o nome de convergência. Líder das pesquisas, reunia apoio do Republicanos e do PL;
- Após sucessivos adiamentos e recuos, a direção nacional do Republicanos decidiu não lançar Cleitinho, apesar das tentativas dele de recuperar a candidatura;
- Marcelo Aro passou a ser considerado pelas cúpulas do PL, do Republicanos e da União Progressista como candidato ao governo e palanque de Flávio Bolsonaro em Minas;
- Simões voltou ao jogo: o governador, que perdeu Aro de sua chapa, tenta atrair integrantes do PL contrários à nova aliança e faz acenos a Cleitinho;
- PL ficou dividido: enquanto a direção negocia apoiar Aro, Maurício do Vôlei e outros parlamentares ameaçam ficar fora do palanque;
- Direita corre risco de fragmentação: sem um acordo, Aro e Simões podem disputar o mesmo eleitorado, enquanto Cleitinho ainda tenta reverter o veto do Republicanos.
“Sou contra a candidatura do Marcelo Aro. Não interessa se foi decidido ele ser palanque do Flávio Bolsonaro no estado de Minas. Eu não concordo e vou fazer aquilo que eu acho certo”, afirmou Maurício.
A posição também encontra ecos em outros integrantes do partido que preferiram não se expor. O rompimento com o governador Mateus Simões (PSD) e um entendimento que Aro teve uma atuação decisiva para retirar Cleitinho da disputa fizeram com que alguns vejam com resistência esse apoio.
Clima de desconfiança
Um dos filiados ao PL afirmou que gosta de Marcelo Aro e reconhece a contribuição dele para o bolsonarismo em Minas, mas afirma que a situação envolvendo Simões e Cleitinho o deixa um pouco alarmado.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesMaurício é mais vocal e afirma que a atitude que o ex-secretário teve com o governador e com Romeu Zema (Novo) foi uma “facada nas costas”.
“Não acho certo o cara ficar durante oito anos dentro de um governo que deu toda a estrutura pra ele sair candidato a senador da República, mesmo ele tendo uma porcentagem de 6%, depois vir trair esses mesmos caras que deram oportunidade dele trabalhar, que é o caso do Mateus Simões e do Romeu Zema e vir com facada nas costas dos dois”, reclamou.
Aro deixou a chapa de Simões após o partido filiar e lançar a reeleição o senador Carlos Viana (PSD). O entendimento, segundo pessoas próximas, foi que Viana disputava eleitorado com ele, o que dificultaria uma possível eleição ao Legislativo.
Desde então, ele passou a articular uma aliança com as direções nacionais do PL, Republicanos e da federação União Brasil-PP para concorrer ao Palácio Tiradentes, caso Cleitinho Azevedo não disputasse o cargo.
Ao ser questionado, na noite dessa segunda-feira (3/8) em evento do União Progressista, sobre as acusações de traição, o ex-secretário afirmou que vai explicar tudo o que aconteceu no momento certo.










