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Eleições 2026Minas Gerais

PP esconde o jogo após saída de Cleitinho e ainda não lança Aro

Marcelo Aro (PP) deve ter apoio de Republicanos e PL para disputar o governo de Minas após a desistência de Cleitinho

03/08/2026 20:30, atualizado 03/08/2026 21:45
Thiago Bonna/Metrópoles
Ex-secretário Marcelo Aro

Belo Horizonte – O ex-secretário do governo e da Casa Civil de Minas Marcelo Aro (PP-MG) é o principal cotado para substituir o senador Cleitinho (Republicanos) como candidato dos maiores partidos de direita ao governo de Minas. Apesar disso, o nome dele não foi oficializado como candidato a governador pela federação União-Progressista em convenção realizada nesta segunda-feira (3/8), na capital mineira.

O encontro ocorreu poucas horas após o bombástico anúncio de Cleitinho, líder isolado nas pesquisas, e a federação ainda quer costurar melhor as condições de uma aliança com o próprio Republicanos e com o PL. As lideranças presentes evitaram tratar o ex-secretário como candidato ao governo do Estado, mas destacaram, a todo momento, que ele era candidato a “majoritária”, evitando oficializar sua candidatura.

“Temos ainda 48h até o fim do prazo legal para tomar as decisões, agora é hora de conversar. Com a desistência do Cleitinho, o principal é a gente unir o nosso campo da direita. A gente unir os partidos, a gente conversar”, afirmou Aro, mencionando possíveis alianças também entre Solidariedade, PRTB e outros.

Apesar de muitas fontes terem dito que o ex-secretário trabalhou nos bastidores para que seu nome fosse apresentado ao Partido Liberal (PL) como uma alternativa a Cleitinho, Aro reforçou que aguardava uma posição do senador e se solidarizou com a dor do político, que perdeu o irmão caçula, Matheus Azevedo, nos últimos dias. O drama pessoal, que afeta não apenas o parlamentar, como a família, foi a justificativa apresentada para desistir de concorrer ao cargo Executivo.

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“Com a desistência do Cleitinho a gente inaugura um novo período, que é um período para que a gente consiga chegar a um nome numa chapa que represente o anseio dessa frente ampla”, comentou o político em entrevista coletiva.

Nem mesmo a aliança com o PL, que lideranças do partido garantiram que estaria de pé em caso de candidatura, foi assegurada por Aro e pelo prefeito de Belo Horizonte e presidente estadual da federação.

“A gente não está conversando ainda (com o PL). O Cleitinho anunciou hoje que ele não é candidato. Nós estamos conversando primeiro com o nosso provável candidato, que é o Marcelo Aro, para depois falarmos com os outros. Nós temos que fechar primeiro dentro da nossa federação para depois transmitir para os outros que queiram agregar”, disse Damião.

Caso seja confirmada a aliança com o PL, a expectativa é que o ex-secretário dê palanque para Flávio Bolsonaro (PL).

Ex-aliados o acusam de traidor

Para viabilizar essa eventual candidatura ao Palácio Tiradentes, Aro rompeu com aliados, como o atual governador de Minas, Mateus Simões (PSD), que concorrerá à reeleição, e com o ex-governador Romeu Zema (Novo),  que o acusou de ter uma atitude de “rapina” da gestão da qual ele fez parte. Inicialmente, Aro disputaria o Senado na chapa de Simões, mas preferiu se aliar com adversários do governador no campo da direita.

Ao ser questionado sobre as acusações dos ex-aliados, Marcelo Aro afirmou que não é o momento de contestar e que vai trabalhar para construir uma alternativa para a frente ampla.

“Foram feitos ataques, enfim vou ter o momento certo para responder a tudo que foi falado”, afirmou.