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Eleições 2026Minas Gerais

Sem Cleitinho, Marcelo Aro será palanque de Flávio em Minas

Marcelo Aro, do PP, é visto por bolsonaristas mineiros como um importante aliado do grupo no Estado

03/08/2026 16:44, atualizado 03/08/2026 17:02
Luiz Santana/ALMG
Marcelo Aro

Belo Horizonte – Com a decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) de não disputar o governo de Minas Gerais, o ex-secretário do governo e da Casa Civil Marcelo Aro (PP-MG) deve ser o nome a dar palanque para o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) no Estado. A expectativa é que ele ganhe o apoio do próprio Republicanos e do PL, surgindo como uma candidatura de peso desde já.

O ex-secretário era, até então, um importante aliado do ex-governador Romeu Zema (Novo) e do governador Mateus Simões (PSD), a quem, até alguns dias, era visto como um aliado. Inclusive, sendo apoiado pela atual gestão na disputa ao Senado.

Só que, após acreditar que uma candidatura a reeleição do senador Carlos Viana (PSD) poderia afetar negativamente a sua disputa, Aro passou a traçar uma nova estratégia, surgindo como alternativa a Cleitinho, que até então não havia se oficializado, na campanha ao Palácio Tiradentes. Juntou-se a isso, a intenção da campanha de Flávio Bolsonaro de se reaproximar do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional da sigla, que havia afirmado que o partido manteria neutralidade na disputa ao Executivo nacional.

Assim foi costurada junto a lideranças nacionais, a candidatura de Aro, com a condição de que o senador mineiro não estivesse na disputa. A medida foi vista por integrantes do governo como um sinal de traição do ex-aliado que fez parte do governo Zema, mas que resolveu se candidatar em uma chapa diferente.

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Aro é visto por deputados bolsonaristas como um importante aliado do grupo. Político influente, ele comanda a “Família Aro”, grupo de políticos mineiros sob sua esfera de influência em vários cargos.

Durante a homenagem que deu o título de cidadão honorário de Belo Horizonte a Flávio Bolsonaro, em junho deste ano, Marcelo Aro chegou a ser vaiado pelos presentes, sendo defendido pelo vereador Vile Santos (PL) que afirmou que se a direita era forte na capital mineira muito se devia ao ex-secretário.

Desistência de Cleitinho

Após semanas de indecisão e idas e vindas, Cleitinho afirmou nesta segunda que está passando por problemas pessoais que impossibilitam a aventura eleitoral. O irmão caçula do parlamentar, Matheus Azevedo, morreu há poucos dias; e ele disse que precisa cuidar de si e da sua família.

“Pedir perdão. O momento não está fácil para mim e pra minha família, não adianta entrar numa campanha do jeito que eu estou. Não adianta querer cuidar de vocês, se eu não estou cuidando de mim e da minha família”, disse Cleitinho, aos prantos.