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Minas Gerais

Líder da "Turma" de Vorcaro dizia dominar em BH, aponta PF

Policial federal pede para realizar o trabalho para o grupo criminoso, alegando estar tendo muitos gastos com seu aniversário

16/06/2026 15:34
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Reprodução/Redes sociais
Marilson

Belo Horizonte – O policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, apontado pela PF como líder de um grupo criminoso que prestava serviços ao banqueiro Daniel Vorcaro, garantia a outros policiais suspeitos de envolvimento no caso que dominava Belo Horizonte. Marilson dava a entender que qualquer demanda que surgisse na cidade, ele seria responsável por solucionar, aponta documento da Polícia Federal tornado público nesta terça-feira (16/6).

A informação consta em representação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura a atuação de um grupo supostamente ligado a Daniel Vorcaro e a seu pai, Henrique Moura Vorcaro.

A afirmação de Marilson Roseno sobre seu suposto domínio em BH foi feita em uma conversa, em 17 de janeiro de 2024, com Anderson Wander da Silva Lima, investigador da Polícia Federal no Rio de Janeiro, que é suspeito de repassar informações internas para Vorcaro. Ambos seriam parte do grupo que se denominava “A Turma”.

Na época, o carioca pedia uma ajuda financeira para comprar uma cadeira para uma criança com paralisia cerebral. O policial mineiro envia o dinheiro por pix e pede que o comparsa retira a parte dele dos pagamentos mensais pelo serviços prestados ao grupo.

A PF  relata na investigação o direcionamento de uma ação que atendeu “a pedido dos chefes da organização criminosa e ambos realizaram uma verdadeira investigação acerca dos indivíduos apontados, bem como do local onde estariam”.

O policial carioca se disponibilizou a ajudar o mineiro, que o tranquilizou afirmando que, na capital mineira, ele dominava, mas que veria com “os meninos” de São Paulo, termo para se referir a Daniel Vorcaro, quem faria a “abordagem” aos alvos, sem deixar claro quem seria o responsável.

Anderson Wander se oferece para o serviço, alegando que estava “precisando muito”, o que a PF entende como uma referência ao pagamento para a execução das demandas. Posteriormente, o policial afirma que estava tendo muita despesas com sua festa de aniversário, para o qual contratou grupo de pagode, banda de rock, escola de samba e outras.