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Tácio Lorran

Vorcaro mandou perseguir DJ em Miami e forjar flagrante com drogas

Segundo relatório da PF, havia plano de atrair o DJ ao Brasil, contratando-o para tocar em alguma festa no Rio de Janeiro

16/06/2026 14:32, atualizado 16/06/2026 16:39
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Foto: Divulgação
CPMI do INSS espera ouvir Daniel Vorcaro nesta quinta-feira (5/2)

A Polícia Federal (PF) aponta que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro mobilizou Felipe Mourão, conhecido como Sicário, e “A Turma” para tentar perseguir um DJ que teria tido uma desavença com o filho dele. Havia, além disso, menção ao acionamento de “amigo da Interpol” contra o DJ.

A investigação da PF aponta que o DJ é Ronald Seikaly, que também é ex-jogador da NBA. O músico tem uma filha com Martha Graeff, ex-noiva de Daniel Vorcaro.

O então dono do Banco Master teria prometido contratar pessoas para seguir o DJ em Miami, nos Estados Unidos, além de promover algum incidente a fim de forjar um flagrante com drogas para prender ou constranger o músico.

“Em outubro de 2024, DANIEL VORCARO mobilizou FELIPE MOURÃO e a ‘Turma’ com o intuito de perseguir, intimidar e coagir um músico (DJ), residente em Miami/EUA, que teria tido uma desavença com seu filho, prometendo investir R$ 10.000.000,00 no intento criminoso. Nos diálogos reproduzidos na retromencionada IPJ, prometeu contratar pessoas para seguir o DJ em solo estrangeiro (Miami), promover algum incidente a fim de forjar um flagrante com drogas para prender/constranger o músico, bem como acionar o ‘amigo da Interpol’ contra o DJ”, diz trecho do relatório da PF.

“Planejou-se, também, por intermédio de FELIPE MOURÃO e da ‘Turma’, atrair o DJ ao Brasil, contratando-o para tocar em alguma festa no Rio de Janeiro, e, em solo brasileiro, ameaçá-lo e intimidá-lo ‘pela milícia e polícia’”, destacou a PF em relatório.

A PF cita que o grupo tinha acesso indevido a sistemas do Ministério Público Federal (MPF) e que isso teria sido usado quando o grupo criminoso forjou ofício à Interpol com o intuito de intimidar o DJ. O documento continha o timbre do órgão ministerial.

Até o momento, a investigação não conseguiu descobrir quem seria o “amigo da Interpol”, que, ao que tudo indica, auxilia a “Turma” nas ações ilícitas. A PF também busca esclarecer se eles utilizaram ou não o documento forjado para pedir, de fato, apoio à Interpol.