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Minas Gerais

"Lázaro de Ermida" é preso por feminicídio após 1 ano vivendo na mata

Lucélia Silva, de 39 anos, foi atingida por Lázaro com um banco de madeira dentro de casa e morreu após semanas internada em Divinópolis

13/08/2026 18:19, atualizado 13/08/2026 18:36
Redes Sociais / Reprodução
Lucélia Batista Silva, morta com banco de madeira

Belo Horizonte — Após quase um ano foragido, Juarez Marques dos Santos, de 51 anos, que ficou conhecido como “Lázaro da Ermida”, foi localizado e preso nesta quinta-feira (13/8), em Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas. Ele é acusado de matar a esposa, Lucélia Batista Silva, de 39 anos, após agredi-la com um banco de madeira.

O homem foi encontrado nas proximidades de uma linha férrea. Os policiais identificaram um homem com características semelhantes às do foragido e realizaram a abordagem, efetuando a prisão.

Durante esse tempo de fuga, o suspeito teria vivido em matas do Centro-Oeste mineiro, usando a linha férrea para se movimentar entre as cidades.

Por causa da fuga e do esconderijo, ganhou na região o apelido inspirado no criminoso Lázaro Barbosa.

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Sobre o caso

O ataque ocorreu em agosto do ano passado, na zona rural de Divinópolis, onde a família morava. De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Lucélia  foi atingida dentro de casa, no dia 15 de agosto de 2025, e sofreu um grave ferimento na cabeça. A vítima foi socorrida e encaminhada para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu posteriormente.

Ela chegou a ser levada para atendimento médico, mas não resistiu e morreu semanas depois, em 9 de setembro.

No momento das agressões, Lucélia conseguiu pedir à filha mais nova que buscasse socorro. A criança foi até a casa de vizinhos, que encontraram a vítima caída na cozinha. O casal estava junto havia cerca de 15 anos e tinha três filhas, que, na época, tinham 13, 11 e 8 anos. A investigação também apontou episódios anteriores de violência contra a mulher e as crianças.

Antes mesmo da morte de Lucélia, em 3 de setembro de 2025, a Justiça determinou a prisão preventiva do suspeito. Ele, porém, não foi localizado e passou a ser considerado foragido.

Investigação

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) esclarece que até o momento, não há confirmação sobre eventual auxílio de terceiros. A corporação  realizará diligências para apurar como o investigado conseguiu permanecer foragido durante esse período e para verificar se houve participação de outras pessoas.