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Minas Gerais

Mulher morre após corrida por app e família cobra respostas em MG

Joice Batiston não chegou ao destino após deixar a casa na noite de sexta (19/6); família não acredita em acidente e cobra autoridades

22/06/2026 16:49, atualizado 22/06/2026 17:27
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Arquivo pessoal
Joice Batiston, de 27 anos, morreu após uma corrida por app

Belo Horizonte – A família de Joice Batiston, de 27 anos, cobra respostas sobre a morte da jovem após pegar uma corrida por aplicativo em Varginha, no sul de Minas. Ela saiu de casa para assistir ao jogo do Brasil contra o Haiti com amigas na noite da última sexta-feira (19/6), mas não chegou ao destino.

Segundo os parentes, Joice trabalhava como balconista em um supermercado e aproveitou a folga para encontrar as amigas em um bar e restaurante da cidade.

Ela deixou sua casa por volta das 21h45, dizendo que seguiria para o estabelecimento, e pegou um transporte por aplicativo da empresa 99. No entanto, após perderem contato com a jovem, os familiares foram informados de que ela havia sido encontrada por policiais militares na Avenida Perimetral, no meio do trajeto até o destino, próximo a um espaço de eventos.

Joice estava ferida e foi encaminhada para a UPA da cidade, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a família, Joice apresentava um corte na região da testa e outros ferimentos pelo corpo. A princípio, acreditava-se que a vítima pudesse ter se envolvido em um acidente de trânsito ou ter sido atropelada.

A irmã relata, ainda, que observou escoriações nos joelhos e nas mãos. Já durante os procedimentos no Instituto Médico-Legal (IML), os familiares afirmam terem notado sangramento na região íntima.

“Se tivesse sido um atropelamento, eu imaginava que teria um braço quebrado. Mas ela estava toda ralada, como alguém que caiu no chão. O rosto era a região mais machucada”, relatou a irmã ao Metrópoles, nesta segunda-feira (22/6), acrescentando que as roupas da vítima estavam rasgadas: “Como se tivesse tido uma briga”.

A família ainda não sabe o que causou a morte de Joice. Segundo os parentes, o laudo pericial deve ficar pronto em até 90 dias.

Celular desaparecido

A família também estranha o desaparecimento do celular da jovem. Segundo os parentes, a bolsa, documentos e cartões teriam sido encontrados, mas o aparelho não. 

“Quando ligamos para o telefone, a ligação era desligada. Também enviamos mensagens que chegaram a aparecer como visualizadas. Depois disso, não conseguimos mais contato”, relatou a irmã, acrescentando que uma viseira preta também foi localizada no local onde Joice foi encontrada.

A irmã afirma que a 99 informou que só poderá fornecer os dados da corrida mediante solicitação oficial das autoridades. A família pede que o trajeto e os registros da viagem sejam analisados para ajudar a esclarecer o que aconteceu com Joice.

“Ela era uma pessoa muito simples e humilde. Além do trabalho como balconista, fazia alguns serviços extras para conseguir um dinheiro a mais e comprar as coisas dela. Ajudava a cuidar da nossa mãe e dedicava boa parte do tempo ao nosso irmão, que é autista nível 3 de suporte e precisa de acompanhamento constante. Ela nunca fez mal a ninguém. Era uma pessoa muito boa, trabalhadora e dedicada”, lamentou a irmã.

A PCMG instaurou inquérito para apurar a causa e as circunstâncias da morte. “A PCMG não descarta nenhuma linha de investigação e outras informações serão repassadas em momento oportuno”, disse. Até o momento, ninguém foi preso.

A reportagem entrou em contato com a 99 e aguarda um posicionamento.