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Minas Gerais

Indígenas ocupam escritório da Vale em Nova Lima.

Segundo os indígenas, o movimento é realizado para reivindicar direitos, relacionados a acordos entre comunidades indígenas e a empresa

13/08/2026 15:51

Belo Horizonte – Um grupo de indígenas de Brumadinho ocupa desde o início da tarde desta quinta-feira  (13/8) a entrada de um dos escritórios da Vale, no Edifício Concórdia, que fica em Nova Lima, Região Metropolitana de BH. O prédio fica na Alameda Oscar Niemeyer, no Vila da Serra. A comunidade que está protestando é formada por indígenas Pataxó Hã-hã-hãe e Pataxós, que saíram da Aldeia Naô Xohã após a tragédia da mineração em Brumadinho.

Imagens obtidas pelo Metrópoles mostram os indígenas em frente ao prédio, cantando e tocando instrumentos e em alguns momentos, os manifestantes complicam o trânsito na região.

Outras imagens mostram o hall do prédio sujo de lama e em alguns momentos os indígenas aparecem dentro do prédio dançando. Crianças aparecem sujando de lama alguns vidros na entrada do edifício. Há policiais militares no local, acompanhando a manifestação, mas segundo informações eles exigem a presença de representantes da Polícia Federal e da Funai.

Segundo os manifestantes, o movimento é realizado para reivindicar direitos, relacionados a acordos entre comunidades indígenas e a empresa Vale. Eles exigem a presença de algum representante da Vale no local para negociações.

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A Vale enviou nota ao Metrópoles e afirma que cumpre integralmente os acordos já celebrados com as comunidades indígenas. Em nota, a empresa informa que segue aberta ao diálogo e respeita os direitos dos povos indígenas.

“A Vale vem cumprindo integralmente os acordos já celebrados com as comunidades indígenas. A Companhia também segue aberta ao diálogo, sempre respeitando os direitos dos povos indígenas e comunidades tradicionais”, cita nota.

A empresa também enfatiza que respeita o direito a manifestações pacíficas e que garante o direito de ir e vir das pessoas.

“A Vale acrescenta que respeita o direito a manifestações pacíficas, garantido o direito de ir e vir das pessoas e das empresas desempenharem suas atividades”, cita trecho.