Vale compra direitos do Mercado Central de BH, mas não vai usar marca
Empresa adquire os direitos de nome do Mercado Central, mas mantém a marca original, diferente da decisão da casa de apostas de 2024 a 2026

Belo Horizonte – A mineradora Vale adquiriu os direitos de nome do Mercado Central de Belo Horizonte, que deixa de se chamar Mercado Central KTO e volta a adotar o nome Mercado Central.
A venda dos direitos de nome é conhecida como naming rights, modelo em que uma empresa paga para associar sua marca a um espaço ou empreendimento. No caso da Vale, porém, a empresa optou por manter o nome oficial Mercado Central, em vez de substituí-lo.
A decisão ocorre após as críticas à parceria firmada em 2024 com a KTO, a primeira empresa a estampar sua marca no letreiro de um dos principais cartões-postais de BH. “Não havia contrato de naming rights antes da KTO. O contrato vigorou por 18 meses”, disse Silvia Drumond, gerente de comunicação do Mercado Central.
Segundo a Vale, a decisão de manter o nome busca preservar a identidade histórica do espaço.
De acordo com a empresa, os recursos obtidos com o acordo serão destinados a obras de infraestrutura e melhorias para lojistas e funcionários, em preparação para o centenário do espaço, em 2029, data até a qual o nome ficará vinculado à mineradora. No entanto, a empresa não informou o valor do contrato nem o montante total dos recursos envolvidos na negociação.
“Por cláusula de confidencialidade, não podemos informar valores e condições do contrato”, completou.
Hoje, o Mercado Central reúne cerca de 400 lojas e recebe aproximadamente 1,2 milhão de visitantes por mês, segundo a administração do espaço, consolidando-se como um dos principais pontos turísticos e símbolos da capital mineira.
Sobre o mercado
Inaugurado em 7 de setembro de 1929, o Mercado Central de Belo Horizonte começou como um mercado municipal voltado à venda de hortifrutigranjeiros, instalado no terreno que antes abrigava o campo do América Futebol Clube.
Após enfrentar dificuldades e escapar do fechamento em 1964, quando os próprios comerciantes compraram o imóvel e construíram o atual galpão, o espaço foi rebatizado como Mercado Central em 1973.


