Greve da Educação prossegue em BH e pressiona gestão de Damião

Categoria vota pela continuidade da greve que já dura duas semanas; nova manifestação está marcada para quinta (14/5)

atualizado

metropoles.com

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Jessica de Almeida/ Sind-Rede/BH
Professores em passeata no Centro de BH
1 de 1 Professores em passeata no Centro de BH - Foto: Jessica de Almeida/ Sind-Rede/BH

Belo Horizonte – A greve na rede municipal de ensino de Belo Horizonte completou 15 dias nesta segunda-feira (11/5) e os servidores fizeram uma manifestação durante a manhã, em Belo Horizonte, votaram pela manutenção da paralisação, e aumentaram a pressão sobre a gestão do prefeito Álvaro Damião (União), que acabou reabrindo diálogo com a categoria.

Na manhã da segunda-feira (11/5), cerca de mil trabalhadores se reuniram na Praça Afonso Arinos, no Centro da capital e reafirmaram o impasse com o prefeito e com a secretária municipal de educação Natália Araújo.

Após a manifestação, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, recebeu representantes do comando de greve, por volta das 14h, juntamente com uma equipe técnica da  PBH que foi destacada para dar andamento às tratativas com os sindicalistas. A secretária de educação Natália Araújo também participou do encontro.

Estiveram presentes representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH) e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel).

A palavra dos sindicalistas

A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH), informou que cerca de 1.500 profissionais da educação aderiram à greve, o que representa 40% de trabalhadores parados. Ainda de acordo com a direção do Sind-Rede/BH, são poucas as escolas que estão totalmente paradas.

A prefeitura de Belo Horizonte (PBH) foi procurada, mas não informou os números de professores parados, alunos prejudicados e nem o número de escolas que aderiram totalmente à greve.

Carol Pasqualini do Sind-Rede/BH disse que a reunião da tarde foi apenas para explanação das reivindicações. “Foi um primeiro momento de escuta, agora a gente aguarda os desdobramentos, afirmou Carol.

O Sind-Rede/BH reforça que o encontro desta segunda com o prefeito foi fruto da mobilização da categoria e que continuarão até uma definição da situação.

Reivindicação da categoria

Além da recomposição salarial outros itens entram na pauta de reivindicação. A categoria apresenta pontos críticos que afetam o funcionamento das escolas e a qualidade de ensino:

  • Ausência de negociação: falta de abertura para discutir as pautas específicas dos concursados
  • Valorização da carreira: a defasagem salarial
  • Condições de trabalho: problemas estruturais e sobrecarga que prejudicam o ambiente escolar

Deputada federal apoia a manifestação

Quem esteve na manifestação desta segunda-feira (11/5) dando apoio à greve da rede municipal de ensino foi a deputada federal Duda Salabert (PSol-MG) que se solidarizou aos professores, em suas redes sociais. “Toda minha solidariedade aos profissionais da educação que estão em greve em Belo Horizonte”, disse ela.

Em um dado momento, durante o ato dos professores, Duda Salabert faz uma ligação para o prefeito Álvaro Damião, perguntando quando haverá uma agenda para ele dialogar com a categoria. Ele responde que na sexta-feira passada (8/5) pediu um encontro com todos os envolvidos para esta semana. Encontro que ocorreu nesta segunda (11), a tarde.

 

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Duda Salabert também afirmou que a greve não é apenas pela educação. “É uma greve pelo modelo de Belo Horizonte que nós queremos”, disse a deputada.

Segundo a deputada federal, o que está por trás do desmonte da educação é um processo de privatização da cidade. ” Primeiro sucateiam. Depois dizem que o público não funciona. E então entregam direitos e recursos ao mercado”, afirmou Duda.

Novas manifestações estão na agenda

O Sind-Rede/BH prepara novos atos e manifestações para esta semana, na tentativa de sensibilizar a opinião pública e tentar pressionar a prefeitura. Haverá ações nas regionais de greve e encontros com as famílias de alunos nas regiões de Venda Nova, do Barreiro e Centro-Sul.

Na próxima quinta-feira (14/5), nova assembleia está marcada, às 14h, na praça Afonso Arinos.

Professores da Rede Municipal de Ensino votam pela continuidade da greve
Professores da Rede Municipal de Ensino votam pela continuidade da greve

Posicionamento da Prefeitura

A Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão enviou nota ao Metrópoles afirmando que há um acordo vigente firmado com a categoria desde o ano passado, estabelecendo compromissos com efeitos até este ano. Entre eles, a garantia de recomposição salarial pela inflação em 2026.

A Secretaria Municipal de Educação (SMED) disse que desde o início deste ano, a administração municipal vem se reunindo com representantes sindicais, acolhendo e analisando propostas relacionadas às pautas específicas da categoria. Segundo a administração municipal as medidas abaixo já foram implementadas:

  • Instituição de data-base para reajuste salarial;
  • Criação de duas novas progressões por escolaridade, com ganho de até 10,25% na carreira;
  • Concessão de ajuda de custo para alimentação no valor de R$ 412,50 mensais para professores com jornada diária de 4,5 horas;
  • Aumento superior a 58% no vale-refeição para jornadas de 40 horas ou dobra, ficando em R$ 60 por dia;
  • Reajuste superior a 30% para bibliotecários plenos e de 7,6% para assistentes administrativos educacionais;
  • Criação de benefício cultural para aposentados;
  • Garantia de reajuste de 2,40% em janeiro de 2026, conforme legislação vigente;
  • Compromisso de recomposição da inflação na data-base de maio de 2026.

Além disso, a prefeitura informou que entre 2024 e 2026, “mais de 3,1 mil professores foram nomeados por meio dos editais SMED 1/2021 e 03/2023”. O concurso regido pelo Edital 3/2023 foi prorrogado, e a Prefeitura de Belo Horizonte estuda a realização de novo concurso público para a área da Educação.

A Smed disse ainda que  respeita o direito à livre manifestação e reafirma o compromisso com a valorização dos servidores e o diálogo permanente com a categoria.

 

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