Professores protestam em BH dizem que falta de material a uniforme
Professores e trabalhadores do Samu se uniram em manifestação contra a Prefeitura de BH por cortes na educação e na saúde
atualizado
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Belo Horizonte – Servidores municipais se reuniram na porta da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) nesta sexta-feira (8/5) para cobrar melhorias e reclamar da falta de verbas para os setores de educação e saúde. Funcionários do Samu se uniram ao ato.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-REDE/BH) iniciaram uma greve no dia 27 de abril, após não chegarem a um acordo com o município em conversas iniciadas no início do ano.
O professor dos anos inicias da rede municipal e membro do comando de greve Diego Miranda afirmou que as escolas sofrem com falta de material básico e alguns alunos ainda não possuem os uniformes.
“Na minha escola faltou papel, toner, estava sem borracha até semana passada, coisas que são materiais de trabalho cotidiano que a gente precisa. Os uniformes atrasaram, parte dos alunos tem, outra parte não, e é um dever do município garantir isso”, afirmou Miranda.
Outros pontos de reclamação da categoria são uma mudança que a PBH teria feito no cálculo de professores por turma, o que aumentou a necessidade de contratação. A categoria afirma que alguns profissionais foram chamados, mas a quantidade ainda não é suficiente para suprir a demanda. As professoras da educação infantil estão tendo que fazer uma jornada de seis horas com apenas 15 minutos de descanso.
Os funcionários terceirizados, como os responsáveis pelas cantinas, portarias, limpeza e apoio aos educandos, também estão em situação de insegurança jurídica, alegaram os grevistas, ao terem seus contratos alterados de forma atropelada.
“Alguns trabalhadores de terceirizadas de portaria e cantina não receberam o vale alimentação, vale transporte. Receberam o de março, no final de abril; esse mês eles não tem certeza se vão receber o salário, nem o transporte e o refeição. Na minha escola, a direção e a coordenação estava tendo que ficar na portaria, porque o porteiro não recebeu vale transporte. Esse tipo de dinâmica afeta o funcionamento”, comentou.
A PBH também teria se comprometido em destinar um profissional e uma sala em cada escola para a política de atendimento educacional especializado, destinado a estudantes com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades, mas o serviço educacional estaria sendo realizado por organizações da sociedade civil, muitas delas ligadas a credos religiosos, atendendo a várias escolas e interferindo na dinâmica pedagógica dentro das salas de aula.
A manifestação também contou com a participação de funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que vem reclamando dos cortes no setor. Eles afirmam que a demissão de 33 técnicos de enfermagem por comprometer o atendimento à população.
O Metrópoles pediu manifestação da Prefeitura de BH e espera o envio.








