Cortes no Samu viram crise em BH e causam reações; greve está no radar
Cortes em equipes do Samu em BH mobilizam políticos e param na Justiça. Prefeito Álvaro Damião mantém decisão
atualizado
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Belo Horizonte – Cortes em equipes promovidas pela prefeitura da capital mineira em um serviço já sob pressão, o Samu, desencadearam uma crise política em Minas. Enquanto o prefeito Álvaro Damião (União) defende a ação e promete não recuar, o Ministério Público acionou a Justiça e políticos municipais, estaduais e federais estão se mobilizando. Já os servidores do Samu ameaçam uma greve.
Os contratos de 33 técnicos de enfermagem contratados em caráter emergencial durante a pandemia de Covid-19, em 2020, foram encerrados no fim do mês passado. Com isso, 13 das 22 Unidades de Suporte Básico (USBs) passaram a rodar pela cidade com apenas um técnico de enfermagem e não mais com dois. Outras nove seguem com dois técnicos.
A Justiça deu 72 horas para a prefeitura responder à ação movida pelo Ministério Público questionando a mudança, prazo que acaba no início desta semana.
Enquanto isso, na madrugada desse sábado (2/5), uma única ocorrência precisou ser atendida por três ambulâncias do Samu em BH e o caso gerou revolta e preocupação sobre o efetivo necessário para atender a população da capital mineira.
Apesar da crise, o prefeito Álvaro Damião (União) tem dito que “não tem volta” e associado a decisão à necessidade de ajuste nas contas públicas.
Ofertas de emendas
Parlamentares de diferentes campos políticos, como os deputados federais Duda Salabert (PSol-MG) e Pedro Aihara (PP-MG), se ofereceram para destinar emendas para bancar a manutenção dos contratos, mas não houve até agora diálogo com a prefeitura.
A deputada Duda Salabert se reuniu na manhã desta segunda (4/5) com funcionários do Samu. “Foram levantados vários pontos que precisam de atenção, e não de cortes orçamentários. O prefeito de BH não entende e ignora todos os problemas que os profissionais do Samu enfrentam”, criticou ela, que ofereceu ao município R$ 2 milhões em emendas.
Nesta terça (5/5), outra instância do poder público vai debater os cortes no Samu de BH. O assunto será tema da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em sessão marcada para 16h.
Ameaça de greve
Os funcionários do Samu articulam uma greve da categoria caso não haja recuo ou ao menos negociação com a prefeitura.
No último fim de semana, houve um início de mobilização com uma vigília em frente à prefeitura, em forma de protesto e de alerta à população.
