Professores municipais rejeitam reajuste e greve completa 10 dias

Categoria reivindica 14% de aumento, mas gestão Nunes ofereceu pagar 3,51% de reajuste aos professores e funcionários, em duas parcelas

atualizado

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imagem colorida mostra professores em manifestação eles carregam faixas e bandeiras pedindo por aumento salarial e outros temas
1 de 1 imagem colorida mostra professores em manifestação eles carregam faixas e bandeiras pedindo por aumento salarial e outros temas - Foto: Reprodução

A greve dos professores e funcionários da rede municipal de educação completa 10 dias nesta quinta-feira (7/5) sem previsão para acabar. A categoria reivindica aumento salarial de 14% e rejeitou o reajuste oferecido pela gestão Ricardo Nunes (MDB), de 3,51%.


Entenda o caso

  • A proposta defendida pela prefeitura, e aprovada em 1º turno na Câmara Municipal de São Paulo nesta quarta-feira (6/5), prevê pagar o reajuste em duas parcelas: de 2%, a partir de maio de 2026, e de 1,48%, em 1º de maio de 2027.
  • O valor é menor que a inflação acumulada dos últimos 12 meses, de 4,14%, segundo o indicador de março do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e é considerado insuficiente pelos sindicatos que representam os profissionais da educação.
  • A Prefeitura de São Paulo argumenta que se baseou no acumulado do Índice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo (IPC-Fipe), acumulado entre abril de 2025 e março de 2026, para definir o percentual proposto, e já entrou na Justiça para derrubar a greve dos professores e evitar o fechamento de escolas.
  • “Vamos fazer uso do exercício legítimo do direito de greve e manter o nosso movimento”, afirmou o presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), Cláudio Fonseca, em nota publicada pelo sindicato em resposta à judicialização.

Paralisação continua

O Sinpeem, assim como o Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo (Sinesp) e o Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin), faz parte da Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação Municipal (Coeduc), que tem organizado a paralisação dos docentes desde o dia 28 de abril.

Além do aumento de salário, o grupo também reivindica pautas como a implementação de um programa de saúde específico para a educação, a incorporação de abonos pagos no início da carreira aos pisos salariais, e o fim dos descontos na aposentadoria.

A categoria tem uma nova assembleia marcada para o dia 13 de maio, às 14 horas, em frente à prefeitura. Na mesma semana deve acontecer a segunda votação do projeto de lei que prevê o reajuste de 3,51% na Câmara.

Os sindicatos dizem que a adesão dos servidores de educação ao movimento tem atingido de 25% a 30% do total de profissionais da área, com algumas regiões, como Pirituba, com adesão de até 50% dos docentes. A Secretaria Municipal de Educação (SME) disse que, até o momento, 14% das unidades educacionais informaram não ter atendimento por causa da greve.

Em nota, a pasta disse que, desde 2021, “vem promovendo uma política estruturada de valorização dos servidores”, que já somam mais de R$ 7 bilhões em investimentos. A secretaria afirma, ainda, que também prevê aumento de 5,4% no piso inicial para docentes, por meio de abonos.

“Com isso, um professor em início de carreira, em jornada de 40 horas semanais, passará a receber R$ 5.831,88, valor 13,7% superior ao piso nacional da categoria definido pelo governo federal para 2026”, diz a gestão.

Mais carreiras em greve

Servidores de outras áreas, como saúde e assistência social, vinculados ao Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), também entraram em greve nesta semana. O grupo também é contra o reajuste salarial de 3,51% e reivindica 9,3% de aumento, valor definido com base no crescimento da receita prevista da cidade, segundo o sindicato.

O Sindsep também critica outros pontos polêmicos do projeto de lei enviado por Nunes à Câmara e que atingem diretamente a educação municipal. Entre as críticas está a autorização para que a gestão amplie, de 20% para 30%, o percentual de funcionários contratados sem concurso e de forma temporária em São Paulo.

Outro ponto rejeitado pelos sindicatos é a mudança na carreira dos professores de educação infantil, incluída no mesmo PL. Pelo texto enviado à Câmara, docentes em cargos de “Professor de Educação Infantil” poderiam optar por transformar o cargo “Professor de Educação Infantil e Ensino Fundamental I”.

Os sindicatos afirmam que a medida abre margem para redução salarial, por meio da mudança de jornada que aconteceria com a troca de cargo, e visaria a privatização completa das unidades de educação infantil municipais. Hoje, a Prefeitura já tem boa parte das creches sob o comando de organizações parceiras.

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