Furto de carrinhos dá prejuízo de R$ 3,4 milhões e polícia age em MG
Segundo a Polícia Civil somente em 2025 foram furtados 8500 equipamentos da rede supermercadista em todo o estado de Minas Gerais
atualizado
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Belo Horizonte – Uma rede de supermercados de Minas Gerais contabiliza prejuízo estimado em cerca de R$ 3,4 milhões, com o furto de aproximadamente 8.500 carrinhos em todo o estado, a maior parte concentrada em Belo Horizonte e região metropolitana. As investigações, segundo a Polícia Civil, apontam para a existência de um mercado paralelo alimentado pela subtração reiterada desses itens.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou três diligências na última semana para apurar o furto sistemático de carrinhos de supermercado na capital e na Região Metropolitana. Uma operação ocorreu no Hipercentro e duas na região noroeste, especificamente no Complexo da Lagoinha, resultando na apreensão de 120 carrinhos. As ações integram inquéritos policiais abertos após notícia-crime apresentada pela Associação Mineira de Supermercados (AMIS).
São carrinhos usados sobretudo pela população que vive na rua.
Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (11/5), o delegado Rômulo Guimarães Dias, chefe do 1º Departamento de Polícia Civil (que abrange todas as unidades de área de Belo Horizonte), detalhou o caso ao lado do delegado José Eduardo, titular da 4ª Delegacia Centro.
“Determinei a todas as delegacias de área de Belo Horizonte que fizessem os procedimentos de Polícia Judiciária visando apurar se realmente estavam ocorrendo esses crimes e a sua autoria”, afirmou o delegado-geral. O procedimento contou com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) tanto na prevenção quanto na logística de transporte e armazenamento dos materiais apreendidos.
Nas diligências, os policiais encontraram carrinhos espalhados em diversos locais. Muitos continham pertences de pessoas que estavam próximo à abordagem policial, mas nenhuma assumiu a posse dos carrinhos — apenas dos objetos que estavam dentro deles.
“Diante da ausência de autoria clara no momento inicial das investigações, não houve prisões, mas os equipamentos foram apreendidos e levados para local seguro, onde já começam a ser restituídos aos proprietários”, explicou José Eduardo.
Até o momento, 18 carrinhos já foram devolvidos após identificação e oitiva de representantes de uma das redes afetadas. Outros carrinhos identificados aguardam o mesmo procedimento. Parte dos equipamentos estava descaracterizada, o que dificulta a identificação imediata da empresa dona.
Além do furto, as investigações preliminares indicam a possível ocorrência de receptação e outros crimes conexos que ainda estão sendo apurados. “O início da investigação é promissor. Temos informações que essas condutas reiteradas se somam a um numerário muito grande, gerando um prejuízo às vítimas elevado e inclusive alimentando um mercado paralelo”, destacou Rômulo Dias.
A Polícia Civil enfatizou que sua atuação é restrita à apuração das infrações penais, independentemente das questões sociais envolvidas, como o uso dos carrinhos por pessoas em situação de rua e catadores. Os inquéritos seguem em andamento para identificar autores, a destinação final dos carrinhos e todo o esquema por trás dos furtos.










