Polícia recolhe carrinhos de supermercado de moradores de rua em BH
Operação contou com apoio da Guarda Municipal e retirou dezenas de carrinhos usados por pessoas em situação de rua no Centro da capital
atualizado
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Belo Horizonte – Uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), recolheu na tarde desta quarta-feira (6/5) diversos carrinhos de supermercado que estavam sendo utilizados por pessoas em situação de rua e catadores de material reciclável no Centro da capital.
A operação faz parte de inquéritos policiais instaurados pela Polícia Civil para apurar furtos recorrentes de carrinhos de supermercado em estabelecimentos comerciais da capital e da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A PCMG recebeu, por meio da Associação Mineira de Supermercados (AMIS), notícia-crime sobre os furtos e determinou a abertura de investigações. O objetivo é identificar os responsáveis, mapear a destinação dos materiais subtraídos e esclarecer todas as circunstâncias.
“Diligências realizadas pelas equipes policiais possibilitaram a localização e o recolhimento de grande quantidade de carrinhos pertencentes a supermercados”, informou a Polícia Civil.
Devido ao volume de materiais recuperados, a PCMG solicitou apoio logístico da Prefeitura de Belo Horizonte para armazenamento e transporte dos objetos.
Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte confirmou que a ação foi conduzida pela Polícia Civil, que requisitou apenas o apoio operacional da Guarda Municipal.
A Associação Mineira de Supermercados (AMIS) informou ao Metrópoles que o furto de carrinhos de supermercados tem se tornado uma prática recorrente, gerando prejuízos financeiros expressivos ao setor. “Além de impactos operacionais negativos relevantes”, disse em nota oficial. A AMIS ainda ressaltou que solicitou a adoção das providências cabíveis após conversas com autoridades competentes de Belo Horizonte para tentar mitigar os prejuízos aos supermercadistas da capital e região metropolitana.
Contexto da ação
Os carrinhos de supermercado são comumente utilizados por moradores de rua e catadores como meio de transporte de pertences pessoais e material reciclável, principal fonte de renda para muitos. A recolha dos equipamentos, no entanto, gera debate sobre o impacto imediato na sobrevivência dessas pessoas, especialmente em um momento em que Belo Horizonte registra mais de 15 mil pessoas em situação de rua.
Até o momento, a Polícia Civil não informou se houve prisões ou indiciamentos relacionados à operação desta quarta-feira. Os inquéritos seguem em andamento.
