Entenda a prisão de Marco Alexandre, mineiro condenado por atos de 8/1

O ex-policial militar foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado por participar dos atos antidemocráticos em 8 de janeiro de 2023

atualizado

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1 de 1 marco-alexandre - Foto: Reprodução/Redes sociais

Belo Horizonte — A prisão do ex-policial militar mineiro Marco Alexandre Machado de Araújo, de 56 anos, condenado pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, voltou a mobilizar o debate político em Minas Gerais sobre o tamanho das penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos envolvidos na invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Marco Alexandre está entre os réus que foram acusados de envolvimento nos ataques, quando manifestantes depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o prédio do Supremo, em um episódio classificado pela Corte como tentativa de golpe de Estado.


A primeira prisão de Marco Alexandre ocorreu em 20 de abril de 2023, quando o ex-PM se apresentou à sede da Polícia Federal em Brasília. Contudo, em 11 de abril de 2025 o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, determinou a soltura dele, substituindo a detenção preventiva pela domiciliar —  com uso de tornozeleira eletrônica.

Na última sexta (17), após a conclusão do julgamento e a expedição do mandado para início do cumprimento da pena, o ex-policial voltou a ser preso em Uberlândia (MG). Como outros condenados pelo 8 de Janeiro, ele havia respondido ao processo sob medidas cautelares, mas passou a ser recolhido ao sistema prisional com o trânsito em julgado da condenação.

Dosimetria aplicada

O caso ganhou repercussão em Minas porque parlamentares do estado passaram a questionar a dosimetria aplicada pelo STF, especialmente em situações em que réus sem histórico criminal receberam penas elevadas, próximas às aplicadas a outros participantes com diferentes níveis de envolvimento nos atos.

A crítica tem sido puxada, principalmente, por políticos alinhados à direita, que defendem a revisão das condenações ou até mesmo a concessão de anistia.

Eles argumentam que o Judiciário tem adotado um critério uniforme para punir os envolvidos, sem distinguir adequadamente quem participou diretamente da depredação, quem financiou os atos e quem apenas esteve presente nos locais invadidos. Já o STF sustenta que as penas refletem a gravidade da ofensiva contra as instituições e o risco representado ao regime democrático.

Os ataques de 8 de Janeiro ocorreram uma semana após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e provocaram prejuízos milionários ao patrimônio público, além de uma ampla investigação que resultou em centenas de denúncias. Desde então, a Corte vem julgando os acusados em blocos, com penas que chegam a ultrapassar uma década de prisão para os executores.

Prisão de Marco Alexandre

A prisão de Marco Alexandre viralizou após a divulgação de um vídeo gravado no momento em que era levado por policiais militares. Nas imagens, ele aparece visivelmente abalado, chorando e questionando a ordem de detenção.

“Eu não aguento mais. Por que tanta injustiça? Por que prender tanta gente inocente? Estou a dois ou três anos preso… Eu fiz a minha parte. Eu podia ter fugido, mas não fugi”, disse Marco Alexandre durante a prisão.

A abordagem ocorreu na residência do ex-PM, que cumpria pena em regime domiciliar. No entanto, com a decisão final e definitiva da sentença pelos atos de 8 de Janeiro, a Justiça determinou o início imediato da reclusão de 14 anos.

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