Em greve, servidores da Educação acusam secretária de encerrar diálogo. Vídeo
Segundo os manifestantes, a secretária municipal de Educação, Natália Araújo, informou o encerramento das negociações
atualizado
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Belo Horizonte – Professores da rede municipal de ensino de BH fazem nova assembleia e protesto nesta sexta-feira (22/5), na região central da cidade. Os manifestantes reuniram-se na Praça da Estação e saíram em passeata até a porta da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). A categoria acusa a Secretaria de Educação (Smed) de interromper negociações.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH), havia um compromisso firmado durante a última rodada de conversas para a realização de uma nova reunião entre representantes da categoria e da secretaria.
No entanto, conforme a entidade, a postura da pasta mudou no fim da tarde da última quarta-feira (20/5). Em resposta a um ofício enviado pelo comando de greve solicitando o agendamento do novo encontro, a secretária municipal de Educação, Natália Araújo, informou o encerramento das negociações.
Sindicato rebate declarações da secretária
A assembleia também faz críticas às recentes falas da secretária em entrevistas concedidas à imprensa. A secretária de Educação teria dito que a manifestação não é uma greve salarial, pois já houve acordos prévios resolvendo essa questão. Segundo Natália, a greve tem a ver com mudanças estruturais na educação infantil e no Atendimento Educacional Especializado.
Em nota, o Sind-Rede/BH afirmou que pretende “restabelecer a verdade dos fatos” e contestar informações divulgadas sobre a paralisação. A entidade defende que a população seja informada sobre as motivações da greve e a legitimidade das reivindicações apresentadas pela categoria.
Entre as principais demandas estão a recomposição do quadro de trabalhadores nas escolas, valorização profissional, melhorias no atendimento de alunos com deficiência e neurodivergentes, além de críticas ao avanço da privatização da educação infantil por meio das Organizações da Sociedade Civil (OSCs).
O sindicato também cobra mais transparência na oferta de vagas da rede municipal de ensino.
A Prefeitura foi procurada e o espaço está aberto.