Servidores da Educação mantêm greve em Belo Horizonte e criticam prefeitura

Greve na Educação municipal de Belo Horizonte já passa dos 20 dias e impasses permanecem entre servidores e prefeitura

atualizado

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Divulgação / Sind-Rede
Greve Educação BH
1 de 1 Greve Educação BH - Foto: Divulgação / Sind-Rede

Belo Horizonte – O diálogo entre os trabalhadores em Educação, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e a Secretaria Municipal de Educação (Smed) não avança e com isso a Rede Municipal de Ensino já contabiliza mais de 20 dias de paralisação. Em nova assembleia realizada nesta terça-feira (19/5), a categoria dos trabalhadores concursados da educação municipal de Belo Horizonte decidiu pela continuidade da greve.

Segundo a diretoria colegiada do Sind-Rede/BH, a manutenção da greve ganha força a cada assembleia, por meio de atividades regionalizadas e do diálogo com outros movimentos sociais da capital.

“Não aceitaremos manobras. A PBH e a SMED não tem avançado nas tratativas com a categoria e na assembleia foi avaliado que, sim, a greve precisa continuar”, afirmou a Diretoria Colegiada do Sind-REDE/BH.

Os servidores aprovaram os próximos passos do calendário oficial de greve. Eles pretendem distribuir panfletos, conversar com as famílias, visitar escolas e buscar apoio de vereadores. Também haverá uma audiência pública na Assembleia Legislativa, doação de sangue e atos culturais.

Após a assembleia, os manifestantes fizeram um ato na porta da Prefeitura, na tentativa de pressionar o executivo municipal.

Sobre a reunião realizada na segunda-feira (18/5)

De acordo com Diego Miranda, membro do comando de greve do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH), a prefeitura demonstrou que não ia avançar em nenhuma proposta para nenhuma das categorias em termos econômicos salariais.

“A prefeitura apresentou o índice dos quase 4,11% que é nada mais nada menos que a inflação de maio a maio, o índice do INPC. Depois nós tivemos uma reunião específica do planejamento de educação para tentar tratar dos nossos pontos. A própria prefeitura viu que não tinha condições de conseguir avançar em nenhuma proposta “, afirmou Diego.

Uma nova assembleia está marcada para a sexta-feira (22/5), a partir das 14h, na Praça da Estação, região central da capital.

A diretoria do Sind-Rede/BH, informou que cerca de 1.500 profissionais da educação aderiram à greve, o que representa 40% de trabalhadores parados.

Além da recomposição salarial há cerca de 70 itens na pauta de reivindicação. A categoria apresenta pontos críticos que afetam o funcionamento das escolas e a qualidade de ensino:

  • Ausência de negociação: falta de abertura para discutir as pautas específicas dos concursados
  • Valorização da carreira: a defasagem salarial
  • Condições de trabalho: problemas estruturais e sobrecarga que prejudicam o ambiente escolar

Procuramos a PBH, mas até o momento, não houve resposta. O espaço está aberto. 

 

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