Sem acordo, professores municipais decidem permanecer em greve em BH. Vídeo
Com a manutenção da greve, os trabalhadores devem intensificar as atividades de mobilização nos próximos dias
atualizado
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Belo Horizonte – Após assembleia com o maior quórum desde o início da paralisação, servidores da Educação municipal votaram pela continuidade da greve que já dura mais de 15 dias.
Cerca de 1.200 pessoas participaram da assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (14/5), na Praça Afonso Arinos, no Centro de BH.
“A categoria mostrou, por meio de uma votação expressiva, que não aceitará ser desmoralizada e nem iludida com promessas. A continuidade da greve é uma resposta à falta de valorização dos profissionais e com a qualidade do ensino público em nossa capital”, afirmou a diretoria Colegiada do Sind-REDE/BH.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH), a administração municipal falta com a verdade ao declarar que cumpriu a maioria das reivindicações. “As propostas apresentadas até o momento avançaram muito pouco para resolver as demandas apresentadas há meses para a PBH”, diz nota.
A prefeitura, em nota, disse que atendeu seis dos oitos itens que estavam na pauta da reunião realizada na terça-feira (12/5).
“A Prefeitura de Belo Horizonte informa que a matéria veiculada nessa quarta-feira (13) refere-se especificamente ao atendimento de seis das oito pautas prioritárias apresentadas pela categoria durante as negociações”, diz nota.
A nota da PBH cita que as demandas mencionadas fazem parte de um conjunto mais amplo de reivindicações, do qual seis itens prioritários serão atendidos pela administração municipal, afirma a prefeitura.
Condição para finalizar a greve
A categoria reforça que o retorno às salas de aula depende exclusivamente do avanço em propostas que atendam de fato às necessidades dos trabalhadores e corrijam as distorções apontadas ao longo das reuniões de negociação.
Diante da continuidade da greve, os trabalhadores vão intensificar a mobilização com panfletagens, conversas nas regionais e reuniões comunitárias, além de pressionar os vereadores pela abertura da CPI da Educação
