Defesa diz que diarista agiu sozinha em latrocínio de casal em BH
Advogados afirmam que Paola Stefany sustenta ter cometido o crime sem ajuda, enquanto o MP pede investigação sobre primo que a indicou

Belo Horizonte – A defesa da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, afirmou, nesta quarta-feira (29/7), que ela sustenta ter agido sozinha no latrocínio que vitimou um casal de idosos em Belo Horizonte e nega qualquer participação de terceiros no crime. A manifestação ao Metrópoles foi dada após o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pedir o aprofundamento das investigações sobre o primo de uma das vítimas, responsável por indicar a mulher para realizar uma faxina na residência.
Segundo os advogados de Paola, “ela diz que não teve qualquer participação de terceiros no crime, logo não há nada a falar sobre o primo que a indicou para a faxina”.
A defesa acrescentou ainda que a diarista afirma que “agiu sozinha a todo tempo”.
Mais cedo, o MPMG apresentou denúncia contra Paola pelos crimes de latrocínio, por duas vezes, fraude processual e furto mediante fraude. O órgão também pediu o desmembramento do processo para que a Polícia Civil aprofunde as investigações sobre o primo de Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio.
De acordo com a denúncia, o primo foi quem indicou Paola para trabalhar na casa do casal de idosos, no bairro São Pedro, na região centro-sul de Belo Horizonte. Para o Ministério Público, existem elementos que justificam a continuidade das investigações para apurar eventual participação dele nos fatos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO promotor Mauro da Fonseca Ellovitch destaca que, durante o crime, Paola teria ligado para o parente e informado que Maria Clotilde não passava bem. Ainda segundo a denúncia, ele não teria tomado nenhuma providência diante da informação.
O Ministério Público também afirma haver fortes indícios de que a diarista já chegou ao imóvel preparada para cometer o roubo e ciente da condição financeira das vítimas. Por esse motivo, os autos relacionados ao primo serão encaminhados à autoridade policial para continuidade das investigações.
Paola está presa no Presídio Feminino José Abranches Gonçalves e responde por dois crimes de latrocínio qualificado, com agravantes por dificultar a defesa das vítimas, emprego de meio cruel e crimes praticados contra pessoas com mais de 60 anos. Ela também foi denunciada por fraude processual e furto mediante fraude.
Na mesma denúncia, o proprietário de um restaurante da região central de Belo Horizonte, Leonardo do Nascimento, também foi acusado de furto mediante fraude em concurso com a diarista. Já três homens suspeitos de adquirir parte dos bens levados da residência terão os processos analisados separadamente para eventual proposta de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) pelo crime de receptação.



