Casal é indiciado por desvio de R$ 1,7 milhão em clínica médica em MG
O casal, um administrador e a enteada são investigados por fraude, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro em Uberlândia.

Belo Horizonte – Um homem de 42 anos e a enteada dele, de 26, foram indiciados após as apurações apontarem prejuízo estimado em cerca de R$ 1,7 milhão a uma clínica médica. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que investigou o esquema de desvio patrimonial e lavagem de dinheiro à empresa de Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
De acordo com a investigação, o principal suspeito atuava como administrador financeiro da clínica e teria utilizado a posição de confiança para realizar sucessivos desvios de recursos ao longo de vários anos. Os valores eram transferidos para contas pessoais, de terceiros e de empresas ligadas ao investigado, numa tentativa de ocultar a origem ilícita do dinheiro.
As investigações indicam que os recursos desviados foram empregados na aquisição de patrimônio de alto valor, incluindo um imóvel localizado em condomínio residencial de alto padrão e veículos. Além disso, o dinheiro teria sido utilizado para custear despesas pessoais incompatíveis com a renda formal declarada pelos envolvidos.

Como medida para garantir eventual ressarcimento dos prejuízos à empresa, a Polícia Civil obteve na Justiça o sequestro de um imóvel relacionado ao caso e o bloqueio de ativos financeiros dos investigados. Dois veículos apontados como fruto da atividade criminosa também foram localizados e apreendidos.
Na última sexta-feira (19/6), policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão em um imóvel situado em um condomínio de alto padrão em Uberlândia. Durante a operação, foram recolhidos materiais considerados relevantes para o avanço das investigações.
Crimes cometidos
Com a conclusão do inquérito, o homem foi indiciado pelos crimes de furto qualificado mediante fraude eletrônica, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A enteada dele responderá por lavagem de dinheiro, na modalidade de ocultação patrimonial, por supostamente ter permitido a movimentação dos recursos ilícitos por meio de sua conta bancária.
O caso foi conduzido pela equipe especializada na apuração de crimes de fraude em Uberlândia e será encaminhado ao Poder Judiciário para as próximas etapas do processo.


