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Mirelle Pinheiro

PF investiga servidores por fraude em plantões no Samu do Amapá. Veja vídeo

O esquema contava com a participação de integrantes da direção do Samu em Macapá (AP). Uma operação foi deflagrada nesta terça-feira (16\6)

16/06/2026 10:59, atualizado 16/06/2026 11:00
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PF/Divulgação
PF investiga servidores por fraude em plantões no Samu do Amapá

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (16/6), uma operação para desarticular um esquema criminoso de fraude em escalas de plantão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Macapá (AP).

As investigações apontam que o esquema contava com a participação de integrantes da direção do Samu no estado, coordenadores, gestores responsáveis pela elaboração das escalas, membros da coordenação de enfermagem, chefes de frota e profissionais diretamente beneficiados pelos plantões que não foram realizados.

Batizada de “Escala Paralela”, a operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão,  expedidos pela Justiça Federal, em endereços localizados na capital amapaense.

A fraude

As investigações apontam a existência de um sistema fraudulento baseado na elaboração de duas escalas distintas de plantão: uma contendo os profissionais que efetivamente cumpriam as jornadas de trabalho e outra, adulterada, encaminhada para fins de pagamento indevido de servidores com recursos públicos.

Também foram identificados indícios de pagamentos a servidores que se encontravam fora do estado no período dos supostos plantões, além da inclusão fraudulenta de profissionais em escalas de eventos sem a correspondente prestação do serviço.

Segundo as investigações, para dificultar a fiscalização e o controle administrativo, os envolvidos utilizavam documentos físicos, grupos de mensagens instantâneas e outros meios informais de comunicação, evitando a utilização dos sistemas oficiais de tramitação e registro.

Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, peculato e inserção de dados falsos em sistema de informações. Somadas, as penas podem chegar a 32 anos de reclusão, além do pagamento de multa.