BH: suspeito de matar jovem tentou oficializar união para ter herança

Giovana Neves Santana Rocha foi encontrada morta dia 9 de fevereiro, em uma cena que, segundo a polícia, foi montada para simular suicídio

atualizado

metropoles.com

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Giovanna Neves Santana Rocha
1 de 1 Giovanna Neves Santana Rocha - Foto: Redes sociais/ Reprodução

Belo Horizonte — Adalton Martins Gomes, engenheiro e perito de 45 anos, é o principal suspeito de assassinar a namorada, Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, no apartamento em que o casal vivia, na Savassi, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Depois, ele teria tentado oficializar união estável para assumir o controle de um apartamento da jovem e de cerca de R$ 200 mil que a vítima tinha em conta.

Giovana foi encontrada morta dia 9 de fevereiro, em uma cena que, segundo a polícia, foi montada para simular suicídio.

“A cena estava toda estruturada como se fosse suicídio”, afirmou a delegada Ariadne Coelho, do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa, da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em coletiva de imprensa, na terça-feira (19/5). Ela disse que frascos de medicamento foram espalhados pelo imóvel para reforçar a versão.

Segundo a investigação, o suspeito aproveitou o histórico de depressão da estudante de psicologia para tentar fazer o crime parecer um suicídio. Contudo, o laudo de necropsia apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica por sufocação.

“Houve obstrução dos orifícios dela. Boca, nariz. A gente não sabe ao certo se foi com um travesseiro, se foi com as próprias mãos, mas houve”, afirmou a delegada.

O interesse financeiro ficou evidente logo após a morte da jovem. Segundo a delegada, no dia do enterro, ele já insistia no reconhecimento de união estável.

Além do imóvel em que moravam, Giovana havia recebido recentemente parte do valor da venda de um bem do pai, que morreu no ano passado.

“Além dessa questão patrimonial, ela tinha um dinheiro a receber de uma venda imobiliária e cerca de R$ 200 mil em conta. Então, tudo isso demonstra também o interesse dele pelo dinheiro dessa menina”, disse a autoridade policial.

Manipulador e calculista

O suspeito foi descrito pelos investigadores como um homem altamente instruído, com formação em tecnologia da informação e atuação em tribunais de Justiça, mas também como alguém manipulador e calculista.

“Ele é uma pessoa extremamente inteligente, mas bastante ardilosa. É bem meticuloso, detalhista, então sabe se posicionar”, afirmou a polícia durante a coletiva.

Controle sobre a vida da jovem

As investigações apontam ainda que o homem teria afastado Giovana de familiares e amigos e exercido controle sobre a vida da jovem. “Muitas vezes, esses agressores desqualificam a vítima, tentam culpabilizá-la, afastam dos familiares, dos amigos e retiram totalmente a possibilidade de essas mulheres viverem plenamente”, explicou a delegada.

Mesmo após a morte de Giovana, o investigado continuou morando no apartamento e impediu a entrada da família da vítima no imóvel. Segundo a polícia, ele chegou a levar outras mulheres para o local cerca de um mês depois do crime.

O homem foi preso temporariamente na última sexta-feira (15/5), dentro do apartamento da jovem, que ele tratava como se fosse dele.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Adalton Martins Gomes. O espaço segue aberto.

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