BH: funcionários do Samu fazem vigília, mas prefeitura confirma cortes

Em defesa da manutenção das equipes completas de profissionais que trabalham nas ambulâncias do Samu; prefeitura confirma corte

atualizado

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Willian Augusto/Wfotopress/Cedido ao Metrópoles
Vigília funcionários do Samu
1 de 1 Vigília funcionários do Samu - Foto: Willian Augusto/Wfotopress/Cedido ao Metrópoles

Belo Horizonte – Em defesa da manutenção das equipes completas de profissionais que trabalham nas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), profissionais da saúde fizeram uma manifestação e vigília em frente à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), na noite dessa quinta-feira (30/4), data marcada pela prefeitura para o desligamento de profissionais que atuam nas ambulâncias.

A Prefeitura de Belo Horizonte, em nota, informa que em 2020, as equipes que estavam sob gestão do Samu receberam o reforço de 33 profissionais em razão da pandemia da Covid-19, por meio de um contrato temporário e emergencial e esses contratos foram encerrados na quinta-feira, sem renovação.

Com os cortes, unidades básicas do Samu vão passar a rodar com um técnico de enfermagem e não mais com dois. A prefeitura diz que essa já é a regra no resto do Brasil.

O ato iniciou-se na porta da Prefeitura e em seguida os manifestantes fizeram uma caminhada pelas ruas do Centro de BH, para chamar a atenção da população para os impactos do corte de pessoal na área da saúde. Após a caminhada, os profissionais voltaram e permaneceram em vigília durante a noite.

Houve momentos de oração, falas de profissionais e atos simbólicos. De acordo com representantes da categoria, “o Samu já enfrenta desafios estruturais, como alta demanda, número limitado de ambulâncias e equipes que atuam sob constante pressão”, diz nota.

De acordo com a conselheira Estadual de Saúde Érika Santos, o Samu foi fundado em 2003 e desde 2013 trabalha com dois técnicos e um condutor. Ela explica que em determinadas situações é impossível o atendimento com apenas um técnico de enfermagem, proposta que será adotada pela PBH.

“Há ocorrências que precisamos de dois técnicos. Posso citar como exemplo para fazer um rolamento de paciente, casos de parada cardiorrespiratória, e remoção rápida de vítimas de dentro do veículo”, exemplifica.

A conselheira explica que o condutor de veículos de emergência “tem restrições limitantes na prestação da assistência”.

De acordo com a diretora do sindicato dos servidores da saúde de BH Núbia Dias, esse corte afeta vários serviços. “Afeta todos os tipos de transporte seja ele transporte sanitários, seja ele inter-hospitalar ou seja ele o Samu”, alerta.

Ação do Ministério Público

Uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência contra o município de Belo Horizonte foi ajuizada pelo Ministério Público de Minas Gerais, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde de BH. O objetivo é impedir que haja redução das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após a não renovação de contratos temporários. A ação foi protocolada na terça-feira (28/4).

Em nota, a PBH confirmou o corte e informou que a partir desta sexta-feira (1º/5), 677 profissionais passariam a atuar em 28 ambulâncias do Samu: 22 Unidades de Suporte Básico (USB) e 6 Unidades de Suporte Avançado (USA). A equipe está dividida em um técnico de enfermagem por plantão em cada uma das 13 USBs e dois técnicos por plantão em cada uma das outras 9 ambulâncias.

Além disso a PBH se manifestou dizendo que “a reorganização atende à Portaria 2.048/2002, que estabelece equipe mínima de um técnico de enfermagem e um condutor nas USBs”, trecho da nota enviada ao Metrópoles.

 

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